O Clero do Arciprestado de Vila Nova de Famalicão realizou, no dia 20, o seu habitual encontro mensal. Para além do cumprimento das atividades e assuntos agendados, a reunião ficou fortemente marcada por dois momentos centrais: uma imersão na história da religiosidade popular local, através de uma visita guiada ao Museu da Lapa, e uma sentida homenagem a um dos seus membros pelos seus 50 anos de sacerdócio.
O primeiro grande destaque do encontro foi a visita à exposição “Dos Céus à Terra: Santos de Esperança”, patente no Museu da Lapa, sediado na Capela de Nossa Senhora da Lapa, em pleno centro da cidade. A visita foi orientada por Diogo Cardoso, mestre em História e Património, que guiou os sacerdotes pelos principais temas da religiosidade popular do Arciprestado e pela evolução do Devocionário Famalicense ao longo dos séculos, informa uma nota à imprensa.
Durante o percurso, foi evidenciada a importância de várias devoções que moldaram a identidade de Vila Nova de Famalicão ao longo dos tempos, como:
Santa Luzia, São Bento e Santa Apolónia;
Santo Amaro e Santo António;
Houve ainda espaço para recordar devoções outrora muito marcantes na região, como as de Nossa Senhora da Basta ou São Mamede.
A própria escolha do local da exposição conecta-se com a história local. O Mártir São Sebastião foi recordado por ter protegido a vila do contágio da peste no século XV, o que motivou a construção de uma capela em sua honra. Mais tarde, em meados do século XVIII, esse mesmo edifício viria a ser dedicado a Nossa Senhora da Lapa, albergando hoje a exposição que se encontra aberta ao público geral.
O segundo momento alto do encontro foi a homenagem ao Reverendíssimo Padre Joaquim Machado Mesquita, que celebrou 50 anos de ordenação sacerdotal no passado dia 4 de abril. Em sinal de profundo reconhecimento, o clero arquiprestal entregou uma pequena lembrança ao sacerdote.
A comunidade clerical aproveitou a ocasião para elevar preces de gratidão pela vida, entrega e testemunho do homenageado, destacando o seu serviço fiel à Igreja, o anúncio incansável do Evangelho e a sua proximidade junto do povo de Deus. Foram também enaltecidas a sua simplicidade e generosidade como pastor e amigo, sem esquecer o seu marcante contributo e vocação musical colocada ao serviço da liturgia.
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