Grupos de Ação Local exigem que a abordagem LEADER seja uma prioridade estratégica no próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia (2028-2034).
A Federação Minha Terra e os Grupos de Ação Local (GAL) aprovaram o Manifesto de Vila Verde, apresentado esta manhã na abertura da Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural, na Adega Cultural de Vila Verde. O documento defende que o desenvolvimento rural seja reconhecido como uma prioridade estratégica no próximo Quadro Financeiro Plurianual da União Europeia (2028-2034) e apela a um compromisso firme do Governo e das instituições europeias com a coesão territorial.
Entre as principais reivindicações está a garantia de um financiamento próprio, estável e previsível para a abordagem LEADER/DLBC — correspondente a pelo menos 5% dos recursos destinados ao desenvolvimento rural —, assegurando que este apoio se aplique a todos os territórios rurais. A iniciativa pretende responder a desafios estruturais do mundo rural, como o envelhecimento populacional, a escassez de emprego qualificado, o isolamento digital e as vulnerabilidades climáticas, através do reforço da decisão de proximidade e da simplificação dos processos administrativos.
A declaração ganha peso pelo envolvimento direto das comunidades: os GAL agregam em Portugal mais de 3.500 organizações, entre autarquias, empresas e associações. O manifesto alerta para a necessidade de evitar a burocratização destas estruturas, garantindo capacidade de investimento em áreas essenciais como a produção local, o turismo sustentável, os serviços públicos e a habitação acessível. Conforme sintetiza o próprio documento, o objetivo passa por alcançar uma efetiva justiça territorial onde o futuro do país e da Europa passe, também, pela valorização das suas comunidades rurais.
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