A França está postada num caos e meteu-se por atalhos escuros, tendo por base a esquerda radical, aquela que se serve da democracia para impôr as suas ideologias e, em oportunidade, a desfazer…
O melhor exemplo é o da cidade de Saint Dennis em que o Presidente da Câmara, do partido LFI/La France Insoumise (A França Insubmissa), da esquerda radical, eleito em 22 de Março passado, veio para as ruas, abraçando os trauliteiros dos estudantes que, na sua passagem, iam destruindo bens públicos e privados.
A polícia interveio e lançou gás lacrimogéno. O Chefe da municipalidade, Bally Bagayoko, já nascido em França, mas de ascendência maliana e timorense, que é muçulmano, foi atingido por esses gases na terça-feira passada, numa manifestação que se realizou em Paris.
Veio protestar contra a acção da polícia. Merece algum comentário? Penso que não. Cada um retirará as suas conclusões…melhor do que o simples jornalista.
Este cenário revela bem como a França se bipolarizou e como se encontra, a desfazer-se… O multiculturalismo, quando uma ou mais das suas partes não o respeitam ou existe um desfasamento, provoca fracturas e cria divisões sociais e nas comunidades ou nos Países. Essa imagem está presente em França.
Um responsável público, de um Município a Norte de Paris, com uma população de cera de 150 mil habitantes que evidencia esse tipo de comportamento, confrontando o sistema e a ordem pública, colocando a República em xeque-mate e desferindo na democracia golpes baixos, só poderia ser radical. No caso da esquerda. Mas a direita, a extrema, também comete “suicídios” e crimes do mesmo tipo…
O sr. presidente Bagayoko tinha outros respaldos para gritar o seu desconforto ou denunciar as questões que mais afrontam os franceses – sessão da Câmara e outros patamares de que a democracia dispõe. A França não se compara com o sistema Russo ou com as ditaduras chinesa, norte coreana ou cubana, onde ninguém pode falar nem vir para as ruas barafustar, quanto mais colocar o líder em questão ou a própria Nação.
Em democracia não pode valer tudo. A democracia deve e tem de se blindar contra-ataques que possam tentar derrubá-la ou profanar os seus princípios fundamentais. Os pseudo-ditadores de ideias e de ideologias toscas querem, como os demais, o poder. Mas sem limites. No caso da Europa para a verter e a desligar da sua matriz cristã e humanista.
Este e outros senhores, trajando a pele de cordeiro, caso não sejam derrotados pelos votos, vão ser os algozes da democracia e os neo-dirigentes de Estados Ocidentais que foram o alfobre desse sistema participativo em que a circulação de opiniões e de ideais é livre e potencia a dignidade humana. O resto é conversa de radicalismos que nos fazem embater no apedrejamento de mulheres, no fuzilamento de quem não pense como os chefes ou na tortura dos que ousam manifestar-se…
António Barreiros
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