Cerimónias solenes contaram com a presença do Arcebispo Primaz de Braga e do Núncio Apostólico, respetivamente, D. José Cordeiro e D. Andrés Carrascosa, marcando a dedicação do novo Santuário Eucarístico.
A freguesia de Balasar acolheu, nos dias 10 e 11, as cerimónias solenes de trasladação dos restos mortais da Beata Alexandrina Maria da Costa, reunindo uma multidão de devotos e peregrinos oriundos de diversas regiões do país e do estrangeiro. As celebrações religiosas ficaram marcadas pela consagração do novo Santuário Eucarístico e por apelos à conversão, ao acolhimento e à vivência cristã na simplicidade do quotidiano.
No sábado, a celebração foi presidida pelo Arcebispo Metropolita de Braga, D. José Cordeiro, que descreveu a beata como a «luminária da tenda do santuário» e uma «lâmpada sempre acesa». O prelado bracarense destacou o alcance internacional da devoção, admitindo ter ficado impressionado por saudar fiéis vindos de «países improváveis», e sublinhou a profunda ligação afetiva de Alexandrina à Virgem Maria — a quem tratava carinhosamente por «mãezinha».
Durante a homilia, D. José Cordeiro recordou a tríade espiritual que norteou a existência da mística de Balasar — «amar, sofrer e reparar» —, apontando que o coração da leiga «ardia com a paixão missionária do Evangelho», missão que desempenhou a partir da cama do seu quarto. O arcebispo realçou, ainda, o amor da beata à Eucaristia e formulou votos para que o testemunho de vida de Alexandrina impulsione «a tão esperada canonização».
No domingo, o Núncio Apostólico em Portugal, D. Andrés Carrascosa, presidiu à solene dedicação do Santuário Eucarístico. Na sua intervenção, o representante diplomático da Santa Sé detalhou os símbolos litúrgicos da cerimónia — a água, o crisma, o incenso e a luz —, salientando que o chamamento cristão é para «iluminar» e não para «deslumbrar» em busca de protagonismos efémeros.
O Núncio enfatizou, também, a atualidade da mensagem da Beata Alexandrina para os fiéis do século XXI, sustentando que a santidade «pode amadurecer numa casa, numa família, na doença, no trabalho, mesmo na aparente insignificância da vida quotidiana». Evocando São João Paulo II, que beatificou a mística e sublinhou a sua devoção ao Imaculado Coração de Maria, o prelado frisou que o sentido da reparação passa por «responder ao mal com o bem, ao egoísmo com a entrega e à indiferença com o amor».
A concluir as celebrações, o embaixador do Vaticano formulou votos para que o Santuário Eucarístico de Balasar permaneça como um refúgio de silêncio, oração e contemplação no meio do ritmo acelerado do mundo contemporâneo, convidando os peregrinos ao encontro com Cristo através da reconciliação e da comunhão eucarística.
PUBLICIDADE
























Comentários sobre o post