A deputada Lina Pinheiro e o representante municipal João Pedro Castro reuniram com a direção hospitalar, garantindo que levarão os problemas de Famalicão à Ministra da Saúde.
Uma comitiva do CHEGA, integrada pela deputada à Assembleia da República (AR) Lina Pinheiro e pelo deputado municipal João Pedro Castro, realizou uma visita de trabalho à Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Ave com o objetivo de levantar as principais necessidades e estrangulamentos daquela unidade hospitalar.
Durante a visita, os representantes do partido reuniram com a direção hospitalar — incluindo o presidente do Conselho de Administração, Luís Vales — para analisar o financiamento das obras em curso e os constrangimentos operacionais do hospital. No centro das preocupações estiveram as longas filas de espera nas urgências, a falta e retenção de profissionais de saúde e o estado de degradação do edifício.
Em declarações sobre os motivos da deslocação, a deputada Lina Pinheiro sublinhou que a iniciativa visou “reconhecer os problemas” e assegurar que as carências locais chegam ao debate nacional. “Vamos levar isso para lá para baixo. Aliás, na audição regimental com a Ministra da Saúde faremos perguntas para saber quais são as propostas que tem em mente para solucionar estas matérias“, afirmou a parlamentar, ressalvando que o partido estará “sempre a acompanhar medidas que venham ao encontro da melhoria da qualidade de vida das pessoas, sejam de que partido for“.
Por seu turno, João Pedro Castro abordou o debate sobre a eventual construção de um novo equipamento hospitalar no concelho. Classificando essa hipótese como um “projeto à la longue” que demoraria décadas a concretizar, o deputado municipal defendeu que a urgência atual passa pela requalificação das infraestruturas existentes.
“Parece-nos que a solução mais razoável neste momento é o melhoramento das condições do nosso hospital, garantindo a eficácia nos serviços e a retenção de médicos, enfermeiros e auxiliares“, referiu João Pedro Castro, alertando para a necessidade de aproveitar os apoios disponíveis, como o programa Portugal 2030, o Banco de Fomento e o Orçamento do Estado.
O CHEGA assegura que manterá um papel ativo de fiscalização sobre os investimentos governamentais no concelho, defendendo que a dinâmica económica de Vila Nova de Famalicão exige um serviço público de saúde com condições adequadas às necessidades da população.
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