O certame do concelho de Vila Nova de Famalicão reuniu 86 expositores, animação musical, desporto e tradições minhotas no início de agosto.
A freguesia de Requião voltou a cumprir a tradição no segundo fim de semana de agosto (dias 8 e 9) com a realização da 13.ª edição da Festa da Compra e Venda. O evento, que se afirmou ao longo dos anos como um ponto de reencontro para residentes, forasteiros e emigrantes, reuniu no seu recinto um total de 86 expositores com ofertas que variaram entre vestuário, têxteis lar, artesanato, doçaria, licores, vinhos e produtos regionais.
A programação do certame aliou a vertente comercial a um vasto leque de atividades culturais e desportivas. No plano físico, destacaram-se as demonstrações da associação Alex Ryu Jitsu e uma caminhada organizada pelo novo grupo informal Requião Ativamente.
A nível musical e artístico, o palco da festa acolheu a Associação de Reformados de Riba de Ave, a Academia Sénior de Requião e talentos locais nascidos na freguesia. A animação da noite de sábado ficou a cargo do DJ Jorge Reyna. Já o domingo à tarde foi marcado pelos costumes minhotos, com as atuações e danças dos grupos folclóricos de Oliveira Santa Maria e do Gavião.
Um dos momentos de maior destaque na ornamentação do recinto foram as decorações em crochê que embelezaram as árvores do espaço, fruto de um mês de trabalho dedicado pelos membros da Academia Sénior.
“É a nossa tradição. Dar valor àquilo que é nosso, não só nas freguesias vizinhas. O certame agrada-nos fazer e vamos continuar a fazê-lo.” garantiu Francisco Oliveira, Presidente da Junta de Freguesia de Requião.
O presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, juntou-se, no domingo, ao executivo da Junta de Freguesia de Requião para um almoço convívio, realizando de seguida uma visita aos stands do evento. Durante a tarde, a Junta de Freguesia procedeu ainda à entrega de distinções aos expositores com 5 e 10 anos de participação assídua na feira.
A Voz dos Expositores: Entre a Novidade e a Tradição
A diversidade de participantes reflete o dinamismo que caracteriza o certame requianense, juntando novos projetos a veteranos da feira:
Susana Faria marcou presença pela primeira vez com o projeto Solo Sagrado, focado em produtos de cosmética natural e artesanal desenvolvidos sem químicos ou plásticos, ressalvando o cumprimento de normas e testes de segurança.
Vânia Lemos estreou-se a convite de outros feirantes, apresentando trabalhos manuais em linho, crochê e costura criativa focados no enxoval de bebé.
Teresa Matos, artesã de 80 anos (a completar 81), participa desde a primeira edição. Apresentou peças em crochê e trabalhos manuais, encarando o certame como uma oportunidade de convívio e “terapia”.
O casal José Silva e Teresa Figueiredo regressou pelo nono ano consecutivo com acessórios têxteis e artigos em cabedal, destacando a procura por peças duráveis e o acolhimento da organização.
Fernando Lima, residente em Vila do Conde, esteve presente para expor coleções de moedas antigas, medalhas e peças em prata, sublinhando que a sua participação visa a vertente de partilha e exibição cultural.
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post