Partido da oposição considera o investimento «excessivo» e exige maior rigor na gestão dos dinheiros públicos, defendendo que o evento deve ser reorganizado para beneficiar o comércio local.
A Comissão Política Concelhia do CHEGA de Vila Nova de Famalicão votou contra a proposta de realização e orçamento da 41.ª Feira de Artesanato e Gastronomia, apresentada pela coligação PSD/CDS na última reunião ordinária do executivo municipal. O partido de oposição contesta o investimento público previsto de cerca de 449 mil euros para o certame, que decorrerá entre 28 de agosto e 6 de setembro de 2026, classificando a verba como um gasto desmedido face às necessidades prioritárias do concelho.
Durante a votação da proposta, o vereador do CHEGA, Pedro Alves, justificou a posição da bancada sublinhando que, embora o partido apoie a continuidade do evento e o trabalho dos artesãos, o valor atribuído é despropositado.
“Os gastos são excessivos nas festas. Mais uma vez achamos que existem investimentos muito mais importantes em Famalicão para ter em consideração. Quinhentos mil euros numa feira de artesanato e gastronomia é muito excessivo”, afirmou Pedro Alves.
O autarca questionou abertamente a eficácia financeira do certame e o impacto direto na economia do concelho, defendendo uma reestruturação no modelo do evento para garantir um apoio efetivo aos empresários da região. “Em primeiro lugar, gostaríamos de saber qual é o retorno real para os famalicenses, para o comércio local e para a restauração local. Depois, consideramos que a feira deve acontecer, mas deve ser reorganizada de forma a trazer verdadeiro valor à restauração e aos produtos locais de Famalicão. É isso que nos interessa: promover o que é nosso, o que é do concelho”, vincou o vereador.
Em comunicado divulgado esta quinta-feira, 30 de julho, a concelhia do partido reiterou o seu compromisso com a defesa da tradição cultural e gastronómica, mas alertou para o contexto socioeconómico atual. Para a estrutura local do CHEGA, num momento de dificuldades financeiras para famílias e empresas, a afetação de quase meio milhão de euros a este certame configura um «despesismo» inaceitável.
A Comissão Política Concelhia conclui garantindo que continuará a exercer uma «oposicão responsável, transparente e centrada nos interesses dos cidadãos», exigindo maior rigor na alocação dos fundos municipais.
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post