Festividades na União de Freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei juntaram centenas de fiéis, mantiveram vivas tradições centenárias e culminaram com o genuíno e entusiástico despique de bandas de música.
A freguesia de Lemenhe viveu momentos intensos de fé, devoção e convívio comunitário com a realização das Festas em Honra de Nossa Senhora do Carmo. O programa culminou no passado domingo com um vasto conjunto de actividades religiosas e culturais no Santuário Mariano — o único dedicado a esta devoção no concelho de Vila Nova de Famalicão.
Entre a solenidade dos atos litúrgicos e a alegria das celebrações populares, a festividade contou com a presença do Bispo Auxiliar de Braga, D. Nélio, do Presidente da Câmara Municipal de Famalicão, Mário Passos, e do Presidente da Junta da União de Freguesias de Lemenhe, Mouquim e Jesufrei, Bruno Domingues, como o restante executivo.
O domingo festivo ficou marcado pela imponência dos momentos religiosos. Logo pela manhã, às 09h30, a solene procissão partiu da Igreja Paroquial em direção ao Santuário de Nossa Senhora do Carmo, onde chegou por volta das 11h00, seguindo-se a Eucaristia Dominical. À tarde, realizou-se uma nova procissão, dando continuidade aos atos iniciados na sexta-feira com a tradicional Procissão de Velas.
Uma das particularidades mais marcantes realçadas durante o evento foi o empenho da comunidade na ornamentação do percurso. A população de Lemenhe mobilizou-se logo nas primeiras horas da manhã para cobrir todo o trajeto da procissão com tapetes florais contínuos, sem interrupções desde a igreja paroquial até ao santuário.
“O D. Nélio fez referência a isso durante a Eucaristia, destacando que será um caso inigualável ter um tapete de forma contínua durante todo o percurso. Isso demonstra a manutenção das tradições e o esforço do povo de Lemenhe, que se levanta cedo para manter viva uma tradição de muitos anos“, sublinhou o Presidente da Junta, Bruno Domingues.
O despique genuíno e o entusiasmo até de madrugada
No plano lúdico, o encerramento das festividades — que se prolongavam desde o dia 10 de julho — proporcionou momentos de grande animação popular. O ponto alto da noite de domingo foi o icónico e espontâneo “despique” entre duas bandas de música em frente ao Santuário.
Trata-se de uma tradição que nasceu de forma natural no seio da comunidade: sem guião prévio, a população envolve-se com entusiasmo em redor das bandas até passar da uma da manhã de segunda-feira, ignorando o facto de ser dia de trabalho.
“É muito gratificante ver a disponibilidade da comunidade e a sua participação genuína. Mesmo sendo madrugada de um dia de trabalho, o povo marca presença em massa. É uma tradição com futuro garantido“, referiu Bruno Domingues.
O trabalho da Irmandade e o fecho de mandato
O sucesso das festividades resultou do trabalho contínuo de um ano inteiro por parte da Irmandade de Nossa Senhora do Carmo, composta pelo juiz José Manuel, pelo secretário André Pinheiro, pelo tesoureiro Carlos Monteiro, pelo procurador Adélio e por um conjunto dedicado de mordomos, apoiados pelo capelão, padre Vítor Sá, e pela Junta de Freguesia.
O evento teve, ainda, um significado especial por marcar a reta final do atual mandato de dois anos da Mesa da Irmandade. Em outubro próximo, nos termos dos estatutos, dar-se-á o término das funções da atual equipa e a constituição de uma nova mesa diretora, assegurando assim a continuidade de um dos marcos culturais e religiosos mais emblemáticos de Vila Nova de Famalicão.
PUBLICIDADE
























Comentários sobre o post