“Não estamos preparados” para, em caso de um tremor de terra, enfrentarmos todas as consequências.
Essa é a frase que anda de boca em boca e faz manchete de alguns órgãos de comunicação social, com relevo para a manhã, a de hoje, por parte da RR.
Preparados? Mas algum País está preparado, retirando o Japão, que apostou em infra-estruturas, a sua maioria, preparadas para resistir, por um modelo de engenharia que faz deslisar num tipo de carril casas, prédios e outras funcionalidades das comunidades desse País – optando por uma linguagem popular – a um cataclismo como o que ocorreu, recentemente, na Venezuela? Não.
Deixem-se de ilusões e de provocar pânicos, junto de nós.
Se os edifícios, os mais diversos – habitacionais, públicos, como hospitais, quartéis de bombeiros, esquadras de polícias, além de barragens e outras estruturas – colapsarem numa ínfima parte, faltariam todos os demais aspectos da vida em sociedade e da vida pessoal de cada cidadão.
O pânico, o stress, a angústia, o medo, a ansiedade, a impaciência e tantas outras realidades que decorrem do enorme susto de cada um de nós se ver sacudido e abanado por um sismo, toma conta de ti, de mim…de todos.
Preparados? Nunca…Temos de começar a ser sensibilizados, em casa e nas escolas, para isso. Os currículos escolares têm essa dimensão? Não…
Resta deixar uma nota: em mais de 50 anos que foi feito, em Portugal, do que foi construído para se estar melhor preparado para o que vier a acontecer, no futuro nesse domínio? Pouco ou nada. E sempre a mesma cantiga: não há dinheiro para se construir todo o tipo de estruturas com tecnologias que possam resistir com outra dinâmica a um terramoto, ficando direitas e sem beliscão. O dinheiro, o nosso, tem sido escoado em tudo o que é fútil, como a criação de
montes de Institutos e de Entidades, para se colocarem os simpatizantes do partido ou os amigos. Para, em continuas reuniões, de conversa fiada, não se tirarem conclusões. Para, em “guerras” de alecrim e manjerona, de técnicos e de empresas de vários sectores, não se manifestarem consensos. Para, e sem políticas e planos concretos, com vista a relançarmos o País, se continuar a adiar o que já deveria ter sido feito sem se comprometer o futuro.
Preparados? Nunca, perante um sismo que devasta tudo e todos…Sei disso. Mas podemos fazer o mínimo, no máximo das nossas possibilidades.
António Barreiros
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