A Assembleia Municipal de Santo Tirso aprovou o Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), em cumprimento da Lei de Bases do Clima. O documento, apresentado publicamente pelo presidente da autarquia, Alberto Costa, assume-se como um instrumento central da política ambiental do concelho. O plano visa preparar o território para os desafios das próximas décadas, focando-se na qualidade de vida das famílias, na segurança das comunidades e na transição para uma economia circular e de baixo carbono.
O PMAC de Santo Tirso estrutura-se num modelo integrado de governação que articula várias políticas setoriais e planos municipais já existentes, como o Plano Diretor Municipal e a Estratégia Municipal de Adaptação às Alterações Climáticas. A elaboração do documento teve por base a identificação de vulnerabilidades locais, tais como o aumento das temperaturas, ondas de calor mais frequentes, redução da precipitação e fenómenos extremos como secas e chuvas intensas, refere uma nota enviada à nossa redação.
Segundo o autarca Alberto Costa, este plano reflete um trabalho que já está no terreno.
“Os Municípios não podem limitar-se a acompanhar o problema, têm de fazer parte da solução. Este plano define uma visão para o futuro, mas assenta também num trabalho que já está em curso e que está bem visível no território”, sublinhou o edil.
O plano prevê um total de 40 medidas concretas (23 de adaptação, 15 de mitigação e 2 transversais), sendo que 32 delas já se encontram em fase de implementação. Entre as ações já executadas ou em curso pela autarquia, destacam-se:
Infraestruturas e Ambiente: Reforço das redes de água e saneamento em várias freguesias, recuperação de linhas de água e proteção de margens ribeirinhas.
Segurança: Reforço da proteção civil com a criação de Unidades Locais e investimento na prevenção de incêndios rurais.
Eficiência Energética: Substituição de cerca de 20 mil luminárias, tornando a rede de iluminação pública do concelho 100% LED.
Alinhado com as metas nacionais do Plano Nacional de Energia e Clima 2030 e do Roteiro para a Neutralidade Carbónica 2050, o PMAC contou ainda com uma fase de consulta pública para recolha de contributos da comunidade. Ao encerrar a sessão, Alberto Costa reforçou que o plano representa um compromisso com as próximas gerações, concluindo que “o futuro não se espera: constrói-se. E Santo Tirso está a construí-lo“, conclui.
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