A deputada do CHEGA à Assembleia da República, Lina Pinheiro, manifestou publicamente o seu “mais firme e indignado repúdio” face à decisão da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão de iluminar o edifício dos Paços do Concelho com as cores do arco-íris, associadas ao movimento LGBT, nos dias 16 e 17 de maio de 2026. A parlamentar eleita pelo distrito de Braga acusa o executivo local (Aliança Democrática) de violar deliberadamente a legislação aprovada pelo Parlamento em abril deste ano, que proíbe o uso de símbolos ideológicos em edifícios públicos.
Segundo a deputada, natural de Vila Nova de Famalicão, a iniciativa camarária terá surgido na sequência de um pedido do Bloco de Esquerda — força política que recorda não ter assento na Assembleia Municipal. Para Lina Pinheiro, a autarquia contornou a lei “de forma ardilosa” para garantir uma “cedência vergonhosa” à extrema-esquerda, pondo em causa a neutralidade institucional que a nova legislação visa salvaguardar.
A representante do CHEGA direcionou duras críticas aos partidos que compõem a coligação maioritária no município. Afirmando que o “PSD nunca foi um partido de direita“, a deputada visou especialmente o CDS, sublinhando o peso histórico do concelho para os centristas e o facto de Famalicão ser o berço político do atual Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo. No seu entender, a atitude dos representantes locais do CDS constitui uma “traição profunda aos valores cristãos-conservadores“.
No mesmo comunicado, Lina Pinheiro argumentou que o movimento LGBT atual se integra numa “agenda woke de propagação da ideologia de género” e de “doutrinação“, rejeitando que a iluminação represente a defesa de direitos legítimos. A deputada acrescentou que os recursos públicos e o foco do executivo deveriam estar direcionados para o combate à criminalidade na cidade, e não para o que classificou como “propaganda política” financiada pelos contribuintes no jornal municipal ‘EFE’.
A terminar, a deputada do CHEGA exigiu o cumprimento imediato da lei da República por parte da autarquia famalicense, instando o município a focar as suas prioridades em matérias como a segurança, a habitação, a família e o desenvolvimento económico do concelho.
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