A Iniciativa Liberal (IL) de Famalicão manifestou publicamente a sua “perplexidade” perante a aprovação do novo organigrama da Câmara Municipal, que prevê a duplicação dos cargos de chefia na estrutura autárquica. Segundo os liberais, a medida, proposta pela coligação PSD-CDS, terá um impacto financeiro estimado em 2 milhões de euros por ano, tendo contado com a abstenção ou ausência de oposição por parte dos vereadores do PS e do Chega.
A aprovação do documento ocorreu durante a reunião de Câmara realizada no passado dia 23 de abril de 2026. De acordo com o comunicado da IL, a proposta passou sem que fossem levantadas questões sobre a necessidade do aumento da estrutura ou sobre o peso que tal decisão terá nos cofres do município, refere uma nota enviada à nossa redação.
Para a IL, a postura das forças da oposição (PS e Chega) é classificada como “conivente“. O partido sublinha que esta era uma oportunidade para uma fiscalização rigorosa do erário público, que acabou por ser ignorada pelos restantes partidos com assento no executivo.
Paulo Ricardo Lopes, coordenador da IL Famalicão, não poupou críticas àquilo que considera ser uma traição às promessas eleitorais de certas forças políticas.
“É lamentável constatar que os interesses dos contribuintes famalicenses não estão defendidos no nosso executivo camarário, estando medidas despesistas a ser aprovadas sem nenhuma oposição“, afirma o coordenador.
O dirigente sublinha ainda a contradição de partidos que habitualmente utilizam um discurso contra “tachos e mordomias” mas que, no momento da votação, permitiram a viabilização deste novo organigrama.
A nossa redação questionou o PS e CHEGA de Famalicão sobre acusações apontadas pela IL na nota à imprensa.
O comunicado termina com um desafio direto aos cidadãos, instando os votantes do PS e do Chega a questionarem a utilidade do seu voto, face àquilo que a IL descreve como uma “incapacidade demonstrada para vigiar os excessos da coligação PSD-CDS“.
Até ao momento, as restantes forças políticas visadas ainda não reagiram oficialmente às críticas da Iniciativa Liberal.
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