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freguesia de Oliveira São Mateus assinalou as comemorações do Dia da Liberdade com o tradicional hastear das bandeiras e a distribuição de cravos pelas ruas da freguesia. A iniciativa, que contou com a presença do executivo da Junta e de membros da Assembleia de Freguesia, visou não só celebrar os 52 anos da Revolução, mas também sensibilizar as gerações mais novas para a importância da democracia e dos valores conquistados em 1974.
A manhã de celebração começou junto à sede da Junta de Freguesia, onde o hastear das bandeiras foi acompanhado pelos Divertidos de Delães (Zés Pereiras), que interpretaram músicas de intervenção emblemáticas do período revolucionário. Após o momento solene, seguiu-se um périplo pelas ruas de Oliveira São Mateus para a entrega do cravo, o símbolo maior da revolução, envolvendo a comunidade num contacto direto com os eleitos locais.
Carlos Valente, Presidente da Junta de Freguesia, sublinhou que aquela distribuição porta-a-porta é um costume enraizado que remonta aos primeiros anos pós-Revolução. “Desde 2021, adotámos estratégias diferentes, dividindo a freguesia em quatro zonas para conseguirmos chegar a todas as casas e ruas durante os 4 anos de mandato“, explicou o autarca. Para Valente, o gesto de entregar o cravo é também pedagógico: “Ainda hoje entreguei um cravo a um jovem e desafiei-o a pesquisar na internet o porquê de estarmos na rua a celebrar. É nosso dever passar esta história aos mais novos“.
As festividades estenderam-se ao Parque do Quinteiro, com um concerto de canções da liberdade e uma vertente solidária, através da exploração de comes e bebes por uma associação local – Agrupamento de Escuteiros – para angariação de fundos.
O acompanhamento político da jornada contou com representantes das várias forças partidárias, incluindo Avelino Lima (CPSM), Anselmo Ramalho (PS) e Elisabete Coelho (CDU). Esta última, em declarações sobre o estado atual do país, enfatizou a necessidade de vigilância constante.
“A democracia é algo frágil que precisamos de defender. Se não soubermos história, podemos estar a caminhar para um abismo sem humanidade“, alertou Elisabete Coelho. A eleita da CDU manifestou, ainda, preocupação com o aumento da polarização social e a perda de direitos laborais, defendendo que o espírito de Abril deve servir para combater as desigualdades e promover uma sociedade mais fraterna, “independentemente da cor, do credo ou da opção política“.
As celebrações em Oliveira São Mateus reafirmaram, assim, o compromisso da autarquia e da população com a transparência e a continuidade dos valores democráticos iniciados há mais de meio século.
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