Os deputados do Partido Socialista (PS) eleitos pelo Círculo de Braga realizaram, esta segunda-feira, uma jornada de trabalho nos concelhos de Vila Nova de Famalicão e Esposende, além de uma visita ao Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA). A iniciativa, integrada num ciclo de visitas nacional, teve como foco o ponto de situação de projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), visando detetar constrangimentos que impeçam a plena execução dos fundos e apoiar a resolução de atrasos administrativos.
A habitação e a saúde dominaram a agenda em Vila Nova de Famalicão. Com o apoio do PRR, o concelho já iniciou a construção de 200 fogos e prevê o desenvolvimento de dois complexos habitacionais a custos acessíveis para jovens e populações deslocadas. Contudo, o executivo municipal alertou para a necessidade de maior agilidade administrativa, queixando-se de obstáculos junto da Infraestruturas de Portugal (IP) — com projetos a aguardar aprovação há mais de um ano — e de excesso de pareceres exigidos por entidades como o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), informa uma nota.
No setor do ensino superior, os parlamentares visitaram as novas residências de estudantes do IPCA. Entre os destaques estão a residência INBARCELOS, já em funcionamento com 62 camas (investimento de 2,28 milhões de euros), e a nova unidade B-CRIC, em construção, que disponibilizará mais 133 camas com um financiamento de 5 milhões de euros. O Instituto revelou ainda estar a expandir-se para Guimarães e a investir em áreas de futuro como Inteligência Artificial e Ciência de Dados, apostando numa ligação estreita com o mercado de trabalho.
A jornada terminou em Esposende, onde a habitação acessível e o ensino também foram temas centrais. A autarquia destacou o projeto de 12 novos fogos e a intervenção na Escola Henrique Medina, um investimento de 15 milhões de euros que conta atualmente com 30% de execução. À semelhança de Famalicão, foram reportados desafios relacionados com prazos e burocracia, além de preocupações críticas com a erosão costeira e a gestão do porto e da barra marítima, áreas que exigem uma articulação direta com a administração central, adianta.
No final das visitas, os deputados do PS reafirmaram o compromisso de acompanhar estas questões no Parlamento, sublinhando que a monitorização no terreno é essencial para evitar que os recursos financeiros do PRR fiquem por utilizar e para garantir que os projetos estruturantes para o distrito de Braga cheguem ao terreno sem entraves, conclui a nota.
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