O partido CHEGA anunciou que se irá abster na votação do “Relatório de Gestão” e da “Prestação de Contas 2025” da Câmara Municipal. A decisão, comunicada pelo vereador Pedro Alves, surge como uma crítica à estratégia política do atual Executivo, que o partido considera ser “insuficiente” perante a difícil conjuntura económica e social que o país e o concelho atravessam.
O CHEGA fundamenta a sua posição naquilo que considera ser uma oportunidade perdida para mitigar o sufoco financeiro dos munícipes. Segundo o partido, o documento apresentado, embora politicamente “confortável“, falha ao não integrar propostas que visavam o alívio direto da carga fiscal.
“Propusemos a redução do IMI para os valores mínimos legalmente possíveis e a aplicação da derrama municipal apenas para empresas com volume de negócios superior a 300 mil euros, propostas que não foram acolhidas“, lamenta a concelhia.
Para o partido, a gestão municipal deveria ter demonstrado maior sensibilidade face aos dados recentes do INE, que indicam que 17% das famílias se encontram em situação de sufoco financeiro e quatro em cada dez têm dificuldades em pagar despesas essenciais.
Para além da vertente fiscal, o vereador Pedro Alves aponta falhas na gestão de recursos e na implementação de fundos comunitários. Entre as críticas principais destacam-se:
Lentidão no PRR: O partido aponta insuficiências na execução dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência.
Eficiência Administrativa: Defesa de uma reestruturação dos recursos humanos da autarquia para ganhar maior agilidade.
Segurança e Bem-Estar: O CHEGA afirma que matérias de capital importância continuam a ser negligenciadas, apesar das sucessivas advertências feitas em sede de reunião de câmara.
Apesar das críticas severas às prioridades definidas e à “histórica dificuldade de execução” demonstrada pelo Executivo, o CHEGA optou por não votar contra. O partido admite que existem pontos de convergência e medidas no documento que merecem apoio, decidindo-se pela abstenção para não bloquear a aprovação das contas, mas marcando uma clara discordância relativamente ao rumo estratégico do concelho.
O partido reforça, em comunicado, que continuará a pautar a sua atuação por um “elevado sentido de responsabilidade“, prometendo manter o rigor na defesa de uma Famalicão que considera dever ser mais próspera e justa.
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