A notícia, a do falecimento, de Luís Manuel Sardinha, que me foi adiantada ontem, provocou emoção. Não consegui estancar uma ou outra lágrima marota que escorreu faces abaixo. O sentimento de perda tocou-me.
O Luís trabalhou comigo, na Redacção da RDP/Centro-Antena1, em Coimbra. Chegou, em 1991, quando já por lá andava, desde finais de 1999. Esteve pouco tempo (até 1996), porque quis regressar à sua terra natal, a Covilhã, onde abraçou, ultimamente, a banca.
Ele gostava de rádio. Foi fundador do Núcleo Experimental do Rádio Clube da Covilhã, juntamente com Paulo Braz, Edgar Lopes, Gilberto Lopes e Jorge Silva.
De trato fino, sereno e calmo, o Luís sabia ter uma presença de amigo e de colega de educação aprimorada. Essa sua faceta humana certificou-o, na Redacção, como um profissional que se dedicava e se entregava ao que fazia.
Fez parte do meu grupo de reportagens semanais, com o amigo e colega, da mesma época, hoje reconhecido jornalista da TVI, Pedro Carvalhas. Nesses trabalhos, com registos sonoros, trouxémos histórias de pessoas mais e menos ilustres, de instituições que pontificaram a sua missão para a promoção da dignidade humana e, também, contámos, descrevendo, o que vimos.
Fez uns 8 meses que redescobri o Luís, depois de todo esse tempo sem sabermos do paradeiro um do outro, tendo deixado a porta entreaberta para, em breve, nos revisitarmos. O destino não permitiu que isso tivesse acontecido.
O Luís Sardinha, na passada sexta-feira, por motivo de doença súbita, deixou-nos.
Aos seus familiares apresento a minha saudação solidária pelo seu passamento. Ao Luís abraço-o com aquela amizade que lhe pretendia transmitir quando nos avistássemos, dentro de algum tempo. Fica para o dia em que, já na eternidade, nos juntarmos. Que na casa do descanso da vida repouses em Paz.
António Barreiros – Jornalista
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