O eurodeputado Hélder Sousa Silva defendeu hoje, no Parlamento Europeu, que 2026 será o ano decisivo para a Europa transitar das palavras aos atos em matéria de segurança. Durante o debate estratégico sobre os desafios do setor, o parlamentar sublinhou que a União Europeia enfrenta a urgência de se afirmar como uma potência de defesa operacional, integrando prioridades militares e políticas para garantir a sua autonomia e credibilidade no cenário global.
No centro da discussão esteve a ideia de que a Europa já não pode depender exclusivamente de alianças externas para garantir a sua integridade territorial e estabilidade regional. Segundo Hélder Sousa Silva, o ano de 2026 marca o fim de um ciclo de “reflexão” e o início de um ciclo de “execução“. O eurodeputado reiterou que a credibilidade do projeto europeu depende agora da sua capacidade de projetar força e segurança de forma autónoma, refere uma nota enviada à comunicação social.
O parlamentar destacou que o maior desafio não é apenas financeiro ou técnico, mas sim a articulação entre as capitais europeias. O equilíbrio entre as prioridades militares — como o reforço do investimento em tecnologia e infraestrutura de defesa — e as prioridades políticas — que exigem consenso na tomada de decisão — foi apontado como o pilar fundamental para esta transformação.
Para Sousa Silva, a Europa deve focar-se em:
Capacidade de Intervenção: Provar que os grupos de combate e as forças de reação rápida são ferramentas práticas e não apenas conceitos teóricos.
Soberania Tecnológica: Reduzir a fragmentação da indústria de defesa europeia para otimizar recursos e inovação.
Liderança Geopolítica: Assumir o papel de “potência de segurança” perante as ameaças crescentes nas fronteiras leste e sul do continente.
O debate “Os Desafios de Segurança e Defesa da Europa em 2026” serviu também para reforçar o papel do Parlamento no escrutínio destas políticas. Os intervenientes concordaram que a transparência e o apoio democrático são vitais para que os cidadãos europeus compreendam a necessidade de um investimento robusto e coordenado na defesa comum, num momento em que a ordem mundial enfrenta rápidas reconfigurações, conclui.
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