Socialistas criticam o facto de o Presidente da Câmara assumir a direção da revista e exigem transparência nos custos e critérios editoriais.
Enquanto as estruturas políticas locais têm respondido às questões levantadas pela nossa redação, o Partido Socialista (PS) de Famalicão mantém-se em silêncio direto sobre as nossas interrogações específicas. No entanto, em comunicado enviado à FamaRádio, o partido quebrou o “blackout” para lançar duras críticas à estratégia de comunicação da autarquia famalicense, focando-se na nova publicação municipal.
Para o PS, a decisão do município de editar e distribuir 61.750 exemplares de um jornal institucional representa um erro de prioridades. Os socialistas argumentam que, num momento de fragilidade para a comunicação social local, o investimento público deveria servir para “reforçar o pluralismo” e não para criar um canal de comunicação que consideram ser unilateral.
“É a escolha de um instrumento de comunicação unilateral, em vez de fortalecer o ecossistema mediático que garante escrutínio, diversidade de opiniões e proximidade às pessoas“, refere o comunicado.
Um dos pontos mais sensíveis da crítica prende-se com a estrutura diretiva da nova publicação. O PS considera “igualmente grave” que o próprio Presidente da Câmara assuma a direção daquele veículo de comunicação, acusando o autarca de confundir a comunicação institucional da autarquia com promoção política pessoal.
O partido assegura que manterá uma vigilância apertada sobre dois eixos fundamentais: vigilância para garantir que não se torna um veículo de propaganda. Exigência de total transparência sobre o investimento realizado com o dinheiro dos contribuintes.
O comunicado termina com uma promessa de defesa do rigor e do equilíbrio no uso dos dinheiros públicos, sublinhando que os famalicenses merecem respeito pela gestão do orçamento municipal.
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