O Orfeão Famalicense recebeu oficialmente o estatuto de utilidade pública, uma distinção concedida por despacho do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no passado dia 19. O anúncio, que aguarda agora publicação em Diário da República, foi recebido com entusiasmo pela direção e componentes da associação, coincidindo com as celebrações do seu 110.º aniversário.
O processo de atribuição baseou-se num extenso dossiê enviado ao Centro Jurídico do Estado (CEJURE), que compilou décadas de documentos e páginas de história da instituição. Para o presidente da coletividade, Abílio Nogueira Dias, esta distinção é o culminar de um esforço coletivo:
“Cento e dez anos de história, sessenta e nove dos quais ininterruptamente, merecem esta prenda. Merecemos esta prenda! Estamos de parabéns!”
O dirigente aproveitou, ainda, para dedicar o estatuto a todos os que serviram o Orfeão, prestando homenagem a antigos diretores artísticos como Adolfo Lima, Padre Benjamim Salgado e Padre Manuel Simões, além de enaltecer o trabalho de Laurentino Martins e do atual maestro, Fernando Dantas Moreira.
A notícia do novo estatuto serviu de mote para o concerto realizado no sábado, dia 28, na Igreja Matriz (Nova) de Vila Nova de Famalicão. Num evento integrado nas celebrações da Páscoa, o Orfeão uniu-se à Banda de Música de Famalicão para um espetáculo que cumpriu um objetivo simbólico: reunir 110 homens em palco, representando cada ano de vida da associação.
O concerto contou com a presença de Susana Pereira, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal, Jorge Paulo Oliveira, Deputado da Assembleia da República, José Pedro Sousa, Juiz da Confraria das Santas Chagas, que organizou o evento e felicitou o Orfeão pela “brilhante efeméride“.
A moldura humana que encheu o templo não regateou aplausos às duas formações, celebrando não só a música, mas o novo capítulo jurídico e social que o Orfeão Famalicense agora inicia como instituição de utilidade pública.
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