A Polícia Judiciária (PJ) desmantelou uma rede suspeita de viciar concursos públicos de iluminação festiva, num esquema que envolve cerca de 8 milhões de euros. A investigação, batizada de “Operação Lúmen”, culminou na detenção de quatro pessoas, incluindo um administrador de uma das maiores empresas do setor, sediada em Vila Nova de Gaia.
A operação, coordenada pelo DIAP Regional do Porto, realizou dezenas de buscas em várias autarquias e empresas de norte a sul do país. No centro do processo está a Castros Iluminações Festivas, de Gaia, cujos responsáveis são suspeitos de corrupção ativa, participação económica em negócio e associação criminosa.
Segundo a PJ, o esquema funcionava através da obtenção de informação privilegiada sobre os cadernos de encargos dos concursos públicos. Em troca de contrapartidas financeiras, funcionários de várias câmaras municipais e associações de comércio ajudariam a desenhar os concursos à medida da empresa visada, eliminando a concorrência.
Entre as autarquias alvo de buscas na região Norte e Centro destacam-se a Maia, Póvoa de Varzim, Trofa, Ovar e Viseu. Além dos responsáveis da empresa de Gaia, foram detidos um funcionário da Câmara de Lisboa e a presidente da União de Associações de Comércio e Serviços (UACS). Os detidos aguardam agora as medidas de coação no Tribunal de Instrução Criminal do Porto.
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