Inauguração de quatro Centros Tecnológicos Especializados aproxima a formação escolar de jovens e adultos das necessidades das empresas regionais.
A oferta educativa de Vila Nova de Famalicão deu um importante passo de modernização no dia 18, com a inauguração de quatro Centros Tecnológicos Especializados (CTE). Divididos entre a Escola Profissional FORAVE e a Escola Secundária D. Sancho I, os novos espaços contaram com um investimento global de 4,8 milhões de euros, financiados pelo PRR. O projeto visa dotar o concelho — que lidera a região do Ave com 53% dos alunos no ensino profissional — de infraestruturas de ponta nas áreas da Indústria, Informática e Energias Renováveis.
A criação dos novos centros reúne forte consenso entre os agentes económicos e sociais do concelho, que sublinham o impacto direto das infraestruturas no mercado de trabalho e na capacidade de atração e retenção de talento:
Apoio empresarial ao talento jovem: Carlos Pinto, CEO da SENGINOR, enfatiza a preparação prática adquirida pelos alunos:
“Estes centros tecnológicos são uma grande iniciativa no sentido de desenvolver as capacidades dos nossos alunos e assim prepará-los melhor para o mundo do trabalho. (…) As empresas estarão sempre a dar apoio para que consigamos o melhor resultado no final.“
Inovação tecnológica e integração de mão de obra: José Miranda, engenheiro na ELÉTRICA e formador na FORAVE/CIOR, salienta a atualidade dos equipamentos e a facilidade de integração:
“Os alunos que se vão formar aqui já levam a tecnologia com eles para as empresas, precisando apenas de ganhar ritmo de trabalho. Além disso, as instalações estão preparadas para requalificar ativos empregados e acolher a mão de obra vinda do exterior…“
Reconversão e resposta à escassez de trabalhadores: Jones Maciel, Diretor do Centro de Emprego local, foca-se na requalificação de desempregados e cidadãos estrangeiros:
“Necessitamos de mão de obra especializada e estes centros serão uma mais-valia na articulação com o Centro de Emprego, permitindo a requalificação de quem sai do mercado de trabalho. (…) É também uma oportunidade para capacitar cidadãos estrangeiros que procuram integrar o mercado laboral da região.“
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