O reforço da presença militar surge após a passagem das tempestades que devastaram o litoral norte e centro do país. Nuno Melo classifica a situação como uma “grande tragédia” e garante que as Forças Armadas estão a operar ininterruptamente na desobstrução de vias e apoio às populações isoladas.
A passagem sucessiva das depressões Kristin e Leonardo por Portugal Continental deixou um rasto de destruição severo, com os distritos do litoral norte e centro a serem os mais fustigados. Perante o cenário de cheias rápidas e infraestruturas colapsadas, o Governo decidiu reforçar a intervenção estatal. Em declarações exclusivas, o Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, confirmou que o Exército e os restantes ramos das Forças Armadas estão no terreno com um contingente superior a 2.000 militares.
Intervenção Militar de Emergência
O foco das operações militares está centrado na reposição da normalidade em zonas onde os meios civis já não são suficientes. Segundo o governante, as equipas de engenharia militar e as unidades de apoio sanitário estão a trabalhar num regime de “noite e dia” para garantir a drenagem de águas e a desobstrução de estradas vitais.
“Estamos a fazer tudo (…). Os meios são escassos para tão grande tragédia. Mesmo assim, todos os recursos estão a ser empenhados“, afirmou Nuno Melo, sublinhando a pressão extrema que a magnitude dos danos colocou sobre a logística nacional.
Logística e Infraestruturas Críticas
Apesar do empenho militar, o cenário permanece complexo. Diversos concelhos ainda enfrentam falhas graves no fornecimento de eletricidade e nas redes de comunicações. A prioridade máxima das autoridades mantém-se na salvaguarda de vidas humanas, especialmente em zonas ribeirinhas vulneráveis onde o risco de novas inundações ainda não foi totalmente dissipado.
Recomendações às Populações
A Proteção Civil reitera o apelo à prudência enquanto os trabalhos de recuperação prosseguem. É recomendado que os cidadãos:
- Evitem deslocações não essenciais nas zonas afetadas pelo mau tempo.
- Respeitem os perímetros de segurança e as instruções das forças policiais e Proteção Civil.
Monitorizem os avisos meteorológicos, uma vez que a instabilidade poderá persistir nas próximas 24 horas.
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