O deputado municipal famalicense pela Iniciativa Liberal, Miguel Fidalgo, participou no passado dia 25 de janeiro numa sessão online com a Juventude Livre do Brasil, onde defendeu a transição dos jovens “do comentário à participação” política. No encontro, que reuniu perspetivas de Portugal e do Brasil, o autarca abordou os desafios de renovar os espaços de decisão, analisou o panorama liberal português e apontou a carga fiscal e a habitação como obstáculos centrais à autonomia das novas gerações.
Durante a sua intervenção, Miguel Fidalgo partilhou o percurso pessoal como um dos mais jovens candidatos a liderar uma lista autárquica em Portugal. O deputado famalicense não escondeu que a entrada precoce na vida pública trouxe desafios, nomeadamente o confronto com interesses instalados e o ceticismo de setores tradicionais. Contudo, sublinhou que a exposição pública deve ser encarada com foco no trabalho institucional, incentivando a juventude a ocupar lugares de decisão para renovar as instituições.
Numa vertente pedagógica, o autarca explicou ao público brasileiro — onde a Juventude Livre detém forte influência digital com cerca de 70 mil seguidores — as particularidades do sistema político português. Fidalgo estabeleceu a distinção entre as eleições legislativas e as autárquicas, destacando as Assembleias Municipais como órgãos vitais de fiscalização. Para o liberal, é no patamar municipal que as decisões políticas têm um impacto mais imediato e visível no quotidiano das populações.
A análise estendeu-se aos problemas que travam o desenvolvimento de Portugal. Foram enumeradas áreas críticas como a elevada carga fiscal, a burocracia excessiva, a crise na habitação e a baixa produtividade, fatores que Miguel Fidalgo considera serem barreiras à construção de projetos de vida para os jovens. No plano nacional, comentou ainda o crescimento da Iniciativa Liberal, citando o desempenho de João Cotrim de Figueiredo nas presidenciais como um marco da consolidação do projeto liberal no país.
O encontro terminou com uma mensagem de mobilização. O deputado reforçou que a defesa dos valores de liberdade política e cívica exige que os jovens abandonem a postura de meros observadores ou comentadores nas redes sociais para se tornarem agentes ativos. O apelo passou pelo envolvimento em projetos cívicos, associações e, futuramente, em estruturas de governação, como forma de garantir um futuro com menos obstáculos e mais oportunidades.
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post