Não me nomearam voz do reino ou do governo para deixar uma ou outra nota sobre a actualidade das infra-estruturas, em Portugal.
Contra água, fogo, vento principalmente, além de outras forças da natureza, de que destaco relâmpagos, neve, tempestades de areia, que são provocadas por furacões, ciclones, tufões ou as depressões que nos têm fustigado, ficamos reduzidos a uma pequena dimensão, a nossa, a humana. Contra essas mesmas forças, quando revoltas em grande expressão, nada resiste. Obras e infra-estruturas públicas podem colapsar, serem arrastadas, fracturarem-se, despedaçarem-se e, em segundos, ficarem destruídas por completo.
Com estas últimas depressões quem nos têm batido à porta, muito por culpa do anti-ciclone dos Açores que, e como já o escrevi, se deslocou, deixando de ser a barreira natural à entrada dessas, temos tido o diabo à solta, com destruições de casas, de cidades, de estradas, de postes de electricidade e de comunicações, com um corolário de situações que põe populações em perigo e têm depositado preocupação, angústia e medos em muitos dos nossos concidadãos.
Mas não podemos deixar, quando a coisa se complica, que se estabeleça a desorientação e se possam manifestar dificuldades de ,a vida normal, decorrer…vir trazer mais achas para a fogueira que amedrontam cada um e todos.
Que o Estado não tem monitorizado as suas principais obras rodoviárias, hídricas e outras, descuidando-se é um facto – diz quem sabe. É do domínio comum que o investimento nessa área tem sido baixo, mas a coisa tem sido feita. É sabido, também, que os políticos e os governantes sabem usar a mentira para nos acalmar e manipular. Mas a verdade, como diz o povo, é como o azeite…vem sempre ao de cima.
Podem tentar aldrabar-nos sobre esta infra-estrutura ou outra qualquer, como os diques do Mondego ou a Barragem da Aguieira, que podem não ter sido objecto de peritagens profundas sobre fissuras e equimoses mais frágeis, decorrentes dos anos. Podem estar, em última análise, para nos taparem os olhos e não se levantarem ondas, a esconder-nos resultados que colocam essas obras e outras em perigo. Mas a verdade, cedo ou mais tarde, surgirá, porque a democracia deixa circular ideias, opiniões, estudos e relatórios… É uma questão de tempo. Enquanto isso não suceder não deveriam os “técnicos de bancada” estar para aqui a mandar vir com isto e com aquilo ou tecer comentários sem fundamento na matéria. Haja prudência pelo menos em tempo de graves tormentas.
Texto. António Barreiros
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