O INAC lidera o projeto para salvar o espólio circense nacional, aguardando agora uma decisão estratégica da Câmara de Vila Nova de Famalicão para avançar com o apoio do Ministério da Cultura.
Portugal poderá estar prestes a colmatar uma lacuna histórica na preservação do seu património artístico. O Instituto Nacional de Artes do Circo (INAC) está a impulsionar a criação do primeiro Centro de Memória do Circo, um projeto que visa travar o desaparecimento progressivo de arquivos, espólios e testemunhos fundamentais da história do circo no país, refere uma nota enviada à nossa redação.
A iniciativa ganhou fôlego após uma reunião entre o INAC e o Secretário de Estado da Cultura, Alberto Santos, acompanhado pelo subdiretor-geral da DGArtes, Pedro Barbosa. O encontro foi classificado como “muito positivo”, com o Governo a manifestar abertura para apoiar a estrutura.
Apesar do sinal verde da tutela, a concretização do projeto depende agora de um “triângulo estratégico” que envolve o Estado, o setor artístico e o poder local. Neste momento, o processo aguarda um posicionamento formal da Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão.
A decisão do executivo liderado por Mário Passos é o passo que falta para desbloquear o apoio do Ministério da Cultura. Até ao momento, essa definição tem sido difícil de obter, o que mantém em suspenso a salvaguarda de uma memória cultural considerada em estado crítico por investigadores e profissionais da área, conclui.
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