O Governo português lançou o novo concurso para a concessão do troço de Alta Velocidade entre Oiã e Soure, uma infraestrutura de 61 quilómetros que inclui a modernização da estação de Coimbra B. Com o início da construção previsto para 2027, este projeto em regime de Parceria Público-Privada (PPP) surge após a reformulação do processo anterior e é considerado um passo decisivo para a conclusão da primeira fase da ligação ferroviária rápida entre Porto e Lisboa.
O lançamento daquele concurso ocorre após a extinção de um procedimento anterior, iniciado em julho de 2024, que não resultou em propostas válidas. Após uma revisão estratégica mandatada pelo Governo, a Infraestruturas de Portugal (IP) reformulou o caderno de encargos para garantir a viabilidade da concessão, informa um comunicado das Infraestruturas e Habitação, esta quinta feira, dia 22..
O contrato agora a concurso prevê a construção de cerca de 61 quilómetros de linha de alta velocidade, mas o impacto estende-se à rede convencional. O projeto inclui a quadruplicação da Linha do Norte no troço entre Taveiro e Coimbra B, além da criação de ligações técnicas em Oiã, Adémia e Taveiro. Um dos pontos centrais da obra será a adaptação integral da estação de Coimbra B, que será transformada para servir como um dos principais nós de alta velocidade no país.
A previsão oficial aponta para que as máquinas comecem a trabalhar no terreno em 2027. Este troço (conhecido como PPP2) complementa o primeiro troço da Fase 1, entre Porto e Oiã, cujo contrato de concessão foi formalizado em julho de 2025 com o consórcio Avan Norte. Juntos, estes segmentos representam a espinha dorsal da modernização ferroviária nacional, integrando-se no Plano Nacional de Investimentos (PNI 2030).
Para o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, o projeto da Alta Velocidade, a par do Novo Aeroporto de Lisboa, define as grandes obras públicas do século XXI em Portugal. O governante destacou a importância do “forte consenso nacional” em torno do investimento ferroviário como um sinal de “maturidade democrática“.
Além do impacto económico, a infraestrutura é vista como uma peça-chave para Portugal cumprir os objetivos de descarbonização estipulados no EU Green Deal e no Acordo de Paris. A meta é duplicar o tráfego de passageiros em comboio, oferecendo uma alternativa multimodal e sustentável que reduza a dependência do transporte rodoviário e aéreo nos corredores nacionais e internacionais, conclui.
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