O talude sul do viaduto da Geria, da A1, ruiu à força da água que rebentou com parte do dique dessa zona do Rio Mondego.
Foi a forte pressão da água, causada pelo rebentamento desse dique, situado na margem direita do Mondego, que provocou a erosão do terreno e, consequentemente, o colapso de parte do pavimento do referido talude, o que compromete o trânsito nesse troço da A1.
Em face do sucedido, o tráfego rodoviário nessa importante via do nosso País foi cortado.
Ora, esse condicionamento, vai acarretar, como se compreenderá, graves problemas para o trânsito na cidade de Coimbra que, e como se sabe, às horas de ponta, é caótico em dois pontos principais, principalmente. Rotunda do Almegue e na saída, junto da Estação de Coimbra-B, para uma outra, a da Casa do Sal.
Tendo como suporte o número de viaturas, segundo dados existentes, que circulam na Rotunda do Almegue, cerca de 36 mil/dia, o caos vai instalar-se. Basta associar a essas o volume de viaturas – ligeiras e pesadas – que, também conforme números divulgados, transitam/dia, entre a Mealhada e a Saída/Sul de Coimbra, que estão estimadas em cerca de 30 mil.
Tomando esses dados, apoiados na matemática simples, somam-se os dois volumes de trânsito e o número é brutal: mais ou menos 66 mil/dia. Se olharmos para a rodovia mais movimentada do País, a A37 (via rápida de Sintra, com 120 mil veículos/dia), o que vai passar a circular nos pontos nevrálgicos referidos, em Coimbra, apresenta-se como metade, o que é considerável.
O Município de Coimbra, em articulação com a GNR e a PSP, terá de adoptar, e já, medidas – presença de agentes de trânsito, placas de desvios alternativos e outras acções – para que esse elevado fluxo de trânsito possa fruir e não criar mais complicações às que, e todos os dias, já se assinalam. A nossa principal auto-estrada, num dos seus troços mais impactados com tráfego, vai ficar cortada por algumas semanas, o que constituirá um “percalço” para as movimentações diárias de milhares de pessoas. O impacto no tráfego local, regional e nacional é forte.
A. Barreiros
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