A 11.ª edição do Observatório de Cinema encerrou com lotação esgotada no cine-concerto de Samuel Úria, após uma semana com mais de 30 sessões e estreias absolutas.
Mais de 2.500 espectadores participaram, entre 10 e 17 de outubro, na 11.ª edição do Close-Up – Observatório de Cinema, iniciativa que voltou a transformar Vila Nova de Famalicão na cidade-cinema nacional. Ao longo de oito dias, o evento reuniu mais de 30 sessões, três cine-concertos em estreia absoluta e dezenas de personalidades convidadas, consolidando-se como uma das marcas de referência do panorama cinematográfico do país.
O encerramento oficial deu-se na noite de 17 de outubro com casa cheia no Grande Auditório da Casa das Artes de Famalicão. Samuel Úria protagonizou um cine-concerto ao vivo, criando uma nova roupagem sonora para a obra História de um Proprietário Rural, do realizador japonês Yasujiro Ozu — filme centrado nas dinâmicas entre pais e filhos no Japão pós-Segunda Guerra Mundial. A atuação do músico português culminou numa ovação do público, que acompanhou ainda a conversa e os comentários partilhados pelo artista no final da sessão.
Subordinada ao tema central «Pais e Filhos: conflitos entre gerações», a programação deste ano dividiu-se entre a Casa das Artes de Famalicão e o Teatro Narciso Ferreira. O cartaz musical contou com encomendas originais da organização: a par de Samuel Úria, subiram ao palco em estreias absolutas JP Simões e a banda Club Makumba.
A resposta da comunidade estendeu-se para além das salas de projeção convencionais, registando forte afluência nas atividades paralelas, nomeadamente na oficina prática de animação em Stop Motion e no concerto de jazz a cargo dos Zé Stark Cinema Ensemble, realizado no Café-Concerto.
No plano temático, para além da presença expressiva de famílias, crianças e jovens nas sessões dedicadas, o festival deu destaque retrospetivo à Comédia à Italiana das décadas de 1960 e 1970, prestando tributo a realizadores e intérpretes centrais do género. A curadoria integrou ainda um olhar detalhado sobre o espólio da produtora «Olhar de Ulisses», apresentando trabalhos de vários cineastas emergentes.
O evento reafirma, assim, o seu papel estratégico enquanto pilar da oferta cultural da Casa das Artes e elemento incontornável do circuito cinematográfico português.
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