O partido contesta o investimento público num novo meio institucional, alegando concorrência desleal com a imprensa regional e o risco de autocracia. O assunto será levado a debate urgente na Assembleia Municipal.
O CHEGA Famalicão manifestou hoje o seu forte repúdio face ao lançamento do novo jornal institucional da Câmara Municipal, o “efe“, apresentado na quinta-feira, dia 19. Em comunicado, o partido exige esclarecimentos imediatos sobre os custos da iniciativa e alerta para o perigo de a publicação se transformar num veículo de propaganda partidária financiado pelos contribuintes.
Para a estrutura local do CHEGA, a criação de um jornal patrocinado diretamente pelo executivo camarário põe em causa a “essência do jornalismo” e a pluralidade informativa no concelho. O partido argumenta que, num contexto de rigor orçamental, o investimento é “desnecessário e desproporcionado“.
“Os recursos deveriam, antes, ser canalizados para apoiar a sustentabilidade dos meios de comunicação social locais e independentes que já existem“, defende aquela força política.
O partido sublinha ainda que a distribuição massiva e gratuita de um título municipal constitui uma concorrência desleal que pode asfixiar economicamente as rádios e jornais regionais já estabelecidos.
No comunicado, o CHEGA recorda que, em 2023, apresentou um voto de protesto na Assembleia Municipal contra o tratamento recebido por alguns órgãos locais. Contudo, após um período de diálogo e “upgrade” na relação com a imprensa, o partido assume-se agora como defensor do jornalismo livre, citando a necessidade de os órgãos de comunicação servirem como “vigilantes” contra abusos de poder.
Face ao que classifica como uma “posição autocrática” da maioria camarária, o CHEGA anunciou que levará o tema a debate urgente na Assembleia Municipal e, se necessário, em Reunião de Câmara.
A nossa redação colocou questões aos partidos de oposição quanto às medidas tomar no futuro após o aparecimento daquele instrumento informativo. O CHEGA responde com exigências que o partido centra em três pontos fundamentais:
Transparência financeira: O montante exato do investimento público.
Linha editorial: Garantias de que o “efe” não será um instrumento de promoção da maioria.
Impacto no setor: Identificação de quais os órgãos regionais que serão sacrificados com a entrada deste novo “player” no mercado.
A concelhia do CHEGA conclui assegurando que combaterá com “firmeza” qualquer utilização partidária de órgãos financiados pelos famalicenses, reiterando que a defesa de uma imprensa independente é uma obrigação democrática.
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