A Associação de Pais e Encarregados de Educação da Escola Básica Conde São Cosme denuncia a prática sistemática de estacionamento abusivo na rua de acesso ao estabelecimento de ensino, inutilizando o corredor “Toca e Anda” (destinado a largadas rápidas). Segundo a associação, as denúncias feitas à Polícia Municipal têm ficado sem resposta prática e a promessa de coordenação de trânsito, que funcionou em anos anteriores, foi abandonada, comprometendo a segurança dos alunos e a fluidez do tráfego.
O que deveria ser uma solução de mobilidade para facilitar a vida às famílias tornou-se num foco de frustração. O espaço “Toca e Anda“, delimitado por uma linha azul, está a ser ocupado durante todo o dia por viaturas de pessoas externas à comunidade escolar — trabalhadores das imediações que ali deixam os carros sem qualquer penalização.
Marisa Mesquita, presidente da Associação de Pais, afirma que a situação é recorrente e que as autoridades foram alertadas várias vezes. “O ponto de ‘Toca e Leva’ está sempre ocupado. Quando alertadas as autoridades, não temos resposta. A resposta é ‘já passamos aí’, mas realmente não dizem quando e nem a que horas, e está sempre tudo igual“, lamenta a responsável.
A associação questionou a Polícia Municipal sobre a falta de fiscalização, mas as respostas obtidas via telefone não se traduziram em ações no terreno. Num episódio recente, apesar da garantia de que os agentes passariam no local durante a manhã, a associação constatou que, entre as 08h00 e as 12h30, as mesmas viaturas infratoras permaneceram no local sem qualquer notificação.
“Aquilo que nos têm dito em anos anteriores é que a rua é da tutela da Polícia Municipal“, explica Marisa Mesquita, recordando que, no passado, a presença de dois ou três agentes durante trinta minutos na hora de entrada “funcionava lindamente“. Atualmente, essa coordenação desapareceu sem explicação, obrigando os pais de crianças do 1.º ciclo a enfrentar um trânsito congestionado que “entope a avenida principal“. De lembrar que o estacionamento também se faz no espaço contrário, ficando as viaturas em cima do passeio.
A “saga“, que a associação descreve como antiga, já foi levada ao conhecimento direto do presidente da Câmara Municipal, Mário Passos, durante uma visita à escola. No entanto, a associação garante que “nenhuma atitude houve por parte do executivo“.
Para além dos contactos telefónicos, a comunidade escolar tem documentado o abuso através de fotografias enviadas por e-mail, contando inclusive com o apoio dos transportes ATE (Atividades de Tempos Livres), mas sem qualquer efeito prático até ao momento.
A solução, para os pais, passa por medidas simples e punitivas que sirvam de exemplo. “Julgo que duas ou três visitas da Polícia Municipal a autuar os carros que estão aí mal estacionados serviriam de exemplo para eles não voltarem a cometer as mesmas situações“, defende Marisa Mesquita. A associação apela ao regresso do modelo de coordenação de trânsito matinal para garantir que os pais possam deixar os filhos “em segurança e sossegados“.
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