Autarquia e direção escolar apelam ao Governo por obras urgentes para acolher mais de 600 alunos face à elevada procura do projeto pedagógico
O executivo tirsense manifestou publicamente o seu apoio à Escola Básica da Ponte na exigência de ampliação urgente do seu espaço físico, alertando para a sobrelotação decorrente do sucesso do seu modelo pedagógico. A garantia foi deixada este sábado, dia 10, pelo presidente da autarquia, Alberto Costa, durante a sessão comemorativa do 50.º aniversário do estabelecimento escolar, que juntou responsáveis autárquicos, a direção da escola e representantes da CCDR-N.
Durante as celebrações, Alberto Costa destacou o impacto internacional do projeto, que há cinco décadas projeta o concelho através de uma abordagem pioneira: “Ao longo destas cinco décadas, a Escola da Ponte ultrapassou as fronteiras do nosso concelho, despertou o interesse de investigadores, universidades e especialistas de diferentes países e inspirou outras experiências educativas“, declarou o autarca.
Apontando que a instituição se tornou «vítima do próprio sucesso», o presidente do município sublinhou que a procura contínua atrai novas famílias para Santo Tirso, gerando uma pressão acrescida sobre a infraestrutura: “Há pessoas que vêm residir para Santo Tirso por causa deste projeto educativo, há muita procura, e, consequentemente, uma necessidade imediata de ampliação das instalações“, sustentou. Alberto Costa frisou ainda que o executivo local mantém canais abertos com a tutela para desbloquear o investimento: “A Câmara está ao lado da Escola da Ponte na reivindicação por uma escola maior, e em diálogo com o Governo para tornar esse objetivo realidade“.
A gravidade da escassez de espaço foi igualmente detalhada pela gestora da Escola da Ponte, Alexandra Ferreira. A responsável identificou a carência estrutural como o desafio mais premente a curto prazo: “Já não temos espaço. No seguimento da abertura de outra sala do pré-escolar, que decorreu há uns anos, quando dobrarmos os grupos, vamos ultrapassar os 600 alunos, pelo que precisamos de instalações condignas“, alertou, sublinhando a premência de respostas que garantam a qualidade do ensino.
Para além das reivindicações materiais, a sessão assinalou o legado formativo e ético da instituição. Num discurso marcado pela emoção, Alexandra Ferreira sustentou a atualidade do método pedagógico: “Tendo em conta o mundo em que vivemos, é necessário que os nossos jovens sejam pessoas interventivas e que lutem por uma comunidade mais justa“. Na mesma linha, o presidente da mesa da Assembleia da escola, António Silva, recordou o impacto do projeto em várias gerações, notando que o percurso da Escola da Ponte demonstra na prática que “é possível educar para a liberdade e formar cidadãos livres, responsáveis e solidários“.
A cerimónia, aberta a toda a comunidade escolar, contou também com a participação da vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Maria José Fernandes.
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