A Amnistia Internacional emitiu um alerta global a 20 de março de 2026, exigindo a investigação imediata de crimes de guerra e a cessação de ataques a infraestruturas civis na região. O relatório destaca um ataque norte-americano a uma escola iraniana que resultou na morte de 168 pessoas, a perseguição a profissionais de saúde no Líbano por forças israelitas e o agravamento das condições de sobrevivência para as mulheres na Faixa de Gaza.
A organização aponta o dedo aos Estados Unidos pela execução de um ataque ilegal a uma escola em Minab, no Irão. Entre as 168 vítimas mortais, contabilizam-se mais de 100 crianças. A Amnistia exige que as autoridades norte-americanas conduzam uma investigação transparente e tornem os resultados públicos para garantir a responsabilização dos autores, refere uma nota enviada às redações.
Simultaneamente, foi feito um apelo direto a Israel, EUA e Irão para que parem de visar a infraestrutura energética. Ataques a sistemas de eletricidade, aquecimento e água corrente estão a colocar as populações em risco devastador e a causar danos ambientais irreparáveis.
No Líbano, a situação dos profissionais de saúde é crítica. Israel tem atacado ambulâncias e hospitais sob a alegação, ainda sem provas, de utilização militar pelo Hezbollah. Segundo o Ministério da Saúde libanês, até 16 de março, 40 profissionais de saúde foram mortos. A Amnistia recorda que atacar pessoal médico por associação institucional é proibido pelo direito internacional.
Na Palestina, Heba Morayef, diretora regional da organização, exigiu uma investigação ao “ataque chocante” contra a família Bani Owda, onde Waed Bani Owda, o marido e dois filhos foram assassinados pelas forças israelitas. Este caso é apontado como um exemplo do uso crescente de força letal contra palestinianos após o cessar-fogo.
O relatório encerra com um foco severo sobre a Faixa de Gaza, onde as mulheres enfrentam as consequências agravadas do que a organização classifica como o genocídio de Israel contra os palestinianos. O cenário é de:
Colapso total dos cuidados de saúde reprodutivos e maternos.
Deslocações em massa contínuas.
Exposição a doenças e condições de vida inseguras.
Danos físicos e mentais profundos devido à interrupção de tratamentos para doenças crónicas.
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