O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) de Vila Nova de Famalicão enviou um novo pedido de esclarecimentos à Câmara Municipal sobre a central fotovoltaica de Outiz. Em causa estão múltiplas denúncias relativas a impactos negativos nas plantações agrícolas vizinhas e riscos para a população, num cenário que o partido descreve como uma “grave situação” de degradação ambiental.
A concelhia do PAN afirma ter analisado diversos pontos críticos na instalação, destacando-se o método de gestão do terreno e a falta de medidas de retenção. Entre os problemas mais graves apontados estão:
A eventual contaminação de linhas de água;
O constante arrastamento de lamas para áreas circundantes;
O impacto da ausência de árvores, que impede a correta absorção das águas pluviais.
O partido recorda que já tinha questionado o executivo anteriormente sobre aquelas falhas estruturais, mas que os problemas persistem, afetando tanto a atividade agrícola como a segurança da comunidade local, adianta a nota enviada à nossa redação.
Catarina Rocha, representante do PAN, sublinha que o concelho está a ser alvo de um “constante crime ambiental” e aponta o dedo à estratégia da autarquia. “Preocupa-nos este constante greenwashing no nosso concelho, que demonstra que estamos totalmente desprotegidos e vulneráveis a qualquer desafio que se apresente em matéria climática“, afirmou.
Na opinião daquele partido, a instalação da central, sob o pretexto de energia limpa, está a ser gerida de forma negligente, ignorando as consequências diretas no ecossistema local.
O PAN reforça que a proteção do património ambiental deveria ser uma prioridade central da agenda política. No entanto, o partido acusa o atual executivo de demonstrar um “desligamento total” das políticas ambientais, o que, consequentemente, compromete questões sociais e de segurança pública.
“Mais cedo ou mais tarde, todas e todos nós iremos sofrer com as consequências destas ações“, alerta Catarina Rocha, apelando a que a população não fique indiferente ao que se passa em Outiz, conclui.
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