Missão do Parlamento Europeu vai avaliar a resiliência finlandesa e o combate a ameaças híbridas na fronteira com a Rússia.
O eurodeputado e chefe da Delegação do PSD no Parlamento Europeu, Paulo Cunha, vai chefiar uma missão da Comissão das Liberdades Cívicas, da Justiça e dos Assuntos Internos (LIBE) à Finlândia, entre 21 e 23 de setembro. O objetivo central do trabalho de campo passa por analisar a capacidade de a União Europeia antecipar ameaças, proteger as suas fronteiras externas e responder a situações de emergência grave.
A escolha da Finlândia fundamenta-se na experiência do país na preparação de instituições, infraestruturas e serviços essenciais para gerir crises. Partilhando mais de 1.300 quilómetros de fronteira com a Rússia, as autoridades finlandesas têm estado em alerta para ameaças híbridas, nomeadamente a instrumentalização dos fluxos migratórios na sua fronteira oriental. Segundo Paulo Cunha, esta extensa linha fronteiriça “coloca a Finlândia perante questões de segurança muito concretas“, sendo vital recolher contributos locais para identificar “que medidas devemos reforçar a nível europeu para antecipar ameaças e apoiar os Estados-Membros mais expostos“.
O programa de três dias contempla uma deslocação ao Centro Europeu de Excelência para o Combate às Ameaças Híbridas, uma visita a um abrigo de proteção civil em Helsínquia e um jantar oficial com a ministra do Interior finlandesa, Mari Rantanen. A comitiva do Parlamento Europeu reunirá, ainda, com responsáveis do Ministério do Interior, da Guarda de Fronteiras, da Agência Nacional de Abastecimento de Emergência e do Gabinete Nacional de Investigação para discutir a continuidade do abastecimento e a segurança interna.
Sublinhando que episódios passados — como a crise migratória em Ceuta — demonstram que a pressão nas fronteiras externas afeta todo o bloco europeu, o eurodeputado defende uma mudança de postura preventiva. “Não podemos começar a preparar uma resposta apenas quando a crise já está instalada. Precisamos de uma União Europeia da preparação, capaz de antecipar riscos, coordenar as autoridades e apoiar os Estados-Membros“, concluiu Paulo Cunha.
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