O Partido Socialista (PS) de Vila Nova de Famalicão acusou publicamente a coligação maioritária PSD/CDS-PP de negligenciar as reuniões de Câmara e de promover um clima de tensão e falta de abertura democrática no executivo municipal. Os vereadores da oposição queixam-se da recorrente ausência de respostas às questões levantadas e relatam episódios de crispação que, segundo os próprios, demonstram um total desrespeito pelas instituições e pelos munícipes.
De acordo com o comunicado emitido pelo PS, a última reunião de Câmara foi marcada por momentos de forte exaltação. Perante a alegada falta de abertura da maioria, o vereador socialista Hélder Pereira ter-se-á visto “forçado a elevar o tom de voz e bater com a mão na mesa durante o debate“, refere um comunicado à comunicação social.
A par deste momento de tensão, os socialistas criticam duramente a atitude do presidente da autarquia, Mário Passos, que terá abandonado a sessão antes do seu término para cumprir outra atividade da agenda municipal. Segundo o PS, o edil justificou a saída afirmando que não estava “preparado para perder tanto tempo na reunião”.
Eduardo Oliveira, presidente da Comissão Política do PS de Vila Nova de Famalicão, classificou o comportamento da coligação que governa o município como “uma postura de desrespeito institucional e falta de transparência”. Para o líder local dos socialistas, a atitude de Mário Passos traduz uma “falta de respeito pelas reuniões de Câmara, pelos vereadores eleitos e pelos famalicenses”, lamentando profundamente que as dúvidas e questões levantadas pela oposição fiquem sistematicamente sem resposta.
Face a estes acontecimentos, o PS famalicense voltou a trazer para o debate a exigência de se implementarem gravações audiovisuais das reuniões de Câmara. A medida, contudo, já foi rejeitada pela maioria PSD/CDS-PP.
“O facto de o Presidente da Câmara continuar a rejeitar a gravação das reuniões deve-se a não querer que os famalicenses tenham acesso direto ao que realmente acontece nestas sessões. Situações como estas apenas expõem a falta de respeito institucional, a ausência de democracia e uma postura de ‘quero, posso e mando’ que se instalou em Vila Nova Famalicão”, sublinhou Eduardo Oliveira.
Para os socialistas, o registo das sessões mantém-se como a única ferramenta capaz de garantir que todos os cidadãos do concelho tenham “acesso à verdade dos factos“, conclui.
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