Quando a Inteligência Artificial já está a espalhar-se, começando a mostrar a sua garra, a dar golpes nas nossas vidas, a substituir os humanos e a impôr-se como força de trabalho, os nossos sindicatos – velhos em ideias, anquilosados por directivas políticas ultrapassadas e completamente desfasados das realidades – continuam passadistas e apostados em desfazer, mais rapidamente, o espectro laboral.
Os sindicatos, essa cadeia de correntes marxistas e outras, já enferrujadas, que, e durante o PREC e não só, desmantelaram o tecido produtivo nacional, despedaçando as maiores empresas nacionais, como a Sorefame, Lisnave, Cabos d´Ávila, CUF, Quimigal, para além da ocupação de terras (a Torre Bela do Mortágua), continuam a apostar numa actuação que, e com palas, não deixa ver outros horizontes. A aposta, a desses sindicatos, é a de quanto pior, melhor, na linha de acção do marxismo internacional.
A CGTP-in, uma peça do comunismo nacional que funciona com células, em todas as empresas, vai minando a coesão de cada uma e carunchando a vida dos próprios colaboradores, como a traça que corrói.. E a parte social e de segurança futura do trabalhador? Vejamos: a quotização de cada associado vai toda para essa estrutura, uma engrenagem pesada de todos os pontos de vista. A União dos Sindicatos de Lisboa tem uma sede principesca (pesquisem)…Ora, e se uma percentagem das quotas dos trabalhadores inscritos nos sindicatos, em qualquer um, fosse direccionada para fundos de pensões, por altura da reforma, poderia cada trabalhador auferir uma aposentadoria da segurança social, complementada pela do respectivo sindicato. Uma mais valia.
Mas os sindicatos não o fazem, devorando a quotização dos seus associados em manifestações, aluguer de autocarros, instalações e despesas decorrentes dessas, vencimentos de cada funcionário, avenças a juristas e todo um rol de outras.
A IA, já aí à porta, vai encarregar-se de encostar os sindicatos à parede, varrendo-os da vida do mundo laboral, porque os robots, os humanóides e o trabalho remoto, não precisam quem os defenda de forma tão incoerente e formatada por partidos.
Os sindicatos vão ser, dentro de poucos anos, centros-depósito de emblemas, secretárias, estantes, divisões, tarjas, panfletos, camisetes, pin´s e outros artefactos de propaganda…completamente amarelecidos, cheios de bolores e a cheirar ao pior dos ranços…
O pacote laboral, que se tem debatido, é a última bóia de salvação dos dirigentes sindicais e de toda a máquina que os suporta, para mostrarem a sua garra, equiparada a uma moléstia que persiste sem futuro. Os sindicatos vão afundar-se, porque os tempos já são outros e os ares também.
António Barreiros
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