A Vila de Joane volta a cumprir uma tradição exclusiva que faz parte da sua identidade há mais de um século, no dia 2 de abril. A Rusga de Joane – Grupo Etnográfico irá instalar a habitual banca de rosquinhas e tremoços, assegurando que este costume da Quinta-feira Santa, que chegou a estar em risco de desaparecer, continue a pulsar no coração da vila.
O que outrora era um cenário vibrante no Largo 3 de Julho, repleto de bancas e movimento, sofreu o desgaste do tempo ao longo das últimas décadas. No entanto, o sentimento de pertença da comunidade falou mais alto. Desde 2016, a Rusga de Joane assumiu a missão de revitalizar aquela prática que remonta ao final do século XIX, transformando-a novamente numa atividade viva e participada.
Este ano reveste-se de uma importância especial, pois assinala uma década de esforço contínuo da Rusga de Joane na dinamização desta herança cultural. O grupo etnográfico tem sido o pilar na preservação daquela memória coletiva, garantindo que as casas joanenses não fiquem sem as obrigatórias iguarias do dia santo.
“Uma tradição que tendia ao desaparecimento e que conseguimos tornar novamente ativa, com um forte sentimento comum de pertença”, refere a organização.
A banca estará disponível para toda a população, convidando novos e repetentes a partilhar um costume que é, acima de tudo, uma marca distintiva da Vila de Joane.
PUBLICIDADE























Comentários sobre o post