Ficam umas notas do discurso, em cima da hora – as mais significativas – de António J. Seguro.
Começo por fim, pela força das mensagens que pretendeu fixar, as que mais dizem respeito a Portugal e aos portugueses.
Fechou, incentivando-nos a “ter coragem para mudar, sabedoria para vencer”. Na mesma linha final quedou-se numa retórica para dizer que começa um tempo novo que exige – disse – “o abandono da nostalgia”. E selou: “É o momento de vencermos o medo e de termos esperança”.
No rodapé da sua intervenção reconheceu que os portugueses, aqui e ali, se mostram indignados com algumas injustiças, pela frustração com falta de medidas perante catástrofes e outras situações, o que deve impulsionar acção e palavras de esperança. E noutra passagem de remate: “precisamos de soluções, em vez de bloqueios; precisamos de diálogos, em vez de trincheiras”.
António J. Seguro mostrou-se avesso ao que titulou de “frenesim” eleitoral tendo como pano de fundo os últimos actos de voto.
Afiançou colaboração institucional; revelou que será um escutante; saudou o Rei de Espanha, os Capitães de Abril, os representantes dos PALOP´s e as Forças Armadas. Situou-se ainda, nesta difícil época de grande instabilidade mundial, acabando por trazer uma frase que traça o momento. Frase do célebre filósofo inglês Thomas Hobbes (1588-1679), popularizada em sua obra Leviatã: “o homem é o lobo do homem”.
Portugal – disse – enfrenta desafios estruturais, como o envelhecimento, morosidade na justiça, insegurança, na falha da política habitacional, salários baixos, pobreza, desigualdades, dificuldades na saúde (…). Serei livre e independente dos partidos, conforme abordou.
Focado no espaço do velho continente quis sublinhar: “Portugal precisa de melhor Europa, o Mundo precisa de mais Europa (…)”.
Manifestou a intenção de ser um PR próximo das pessoas que vai escutar, tentando perceber as suas preocupações, mas sendo exigente com instituições e com os seus servidores.
Transpareceu o seu lado europeísta e o indicador das relações bilaterais atlânticas, o que envolve os USA. Também olhar o País mais longe de Lisboa e ao esquecido.
Colher neste texto uma nota que revela o que pretende e o que vai orientar o seu mandato: “Cuidar da democracia tornou-se nos novos tempos uma tarefa urgente, à qual o PR se entregará”.
Texto: António Barreiros – Jornalista





















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