Mais de 15% da população da Marinha Grande contínua às escuras e a E-REDES não arrisca data para o restabelecimento total. No terreno, o Centro do país é a zona mais fustigada, enquanto em Famalicão a recuperação é gradual.
A passagem da Depressão Kristin por Portugal deixou um rasto de destruição na infraestrutura elétrica nacional, forçando a E-REDES a classificar a situação como “devastadora“. Esta quinta-feira, 5 de fevereiro, o país continua a fazer todos os esforços para repor a normalidade numa rede que sofreu danos em mais de 6.000 quilómetros de extensão. O regulador (ERSE) já reagiu, proibindo cortes de luz por falta de pagamento nas zonas em estado de calamidade.
Centro do País no Olho do Furacão
A região Centro mantém-se como o ponto mais crítico da operação de socorro. Em Leiria, Santarém e Coimbra, o cenário é de destruição severa. Na Marinha Grande, cerca de 3.900 clientes (15% da população) permaneciam sem energia esta manhã. Já no concelho da Batalha, embora 84% do território tenha luz, a solução é precária: a maioria do abastecimento está a ser garantido por geradores de grande potência instalados provisoriamente.
No Norte, em Vila Nova de Famalicão, esta madrugada houve interrupções em Portela, Telhado e Vale de São Cosme, mas neste momento o fornecimento já foi restabelecido.
Segundo fonte da Proteção Civil de Vila Nova de Famalicão, só a Freguesia de Gavião ainda se mantém com interrupção de energia. A mesma fonte assegura que as equipas da E-Redes estão a tentar restabelecer o fornecimento de energia.
Previsões e Segurança
A E-REDES estabeleceu como meta prioritária energizar 95% das linhas de Média Tensão até ao próximo sábado, 7 de fevereiro. Contudo, a administração da empresa admite que ainda não é possível dar uma previsão exata para o restabelecimento em todos os pontos de consumo individuais, dada a complexidade dos danos.
Avisos à População:
Cabos Elétricos: Qualquer cabo caído na via pública deve ser considerado como estando sob tensão. Não se aproxime.
Geradores: É estritamente proibido o uso de geradores em espaços fechados devido ao risco letal de intoxicação por monóxido de carbono.
Apoio: Foi criada uma linha direta para as Juntas de Freguesia comunicarem postes caídos e situações de perigo iminente.
O governo e as autoridades locais continuam a monitorizar a situação, enquanto as equipas de terreno enfrentam condições difíceis para devolver a energia às milhares de famílias que permanecem sem luz.
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