A depressão Leonardo atinge o território continental português já esta terça-feira, trazendo consigo um agravamento severo das condições meteorológicas. Perante a previsão de chuva persistente e ventos fortes, a Guarda Nacional Republicana (GNR) emitiu um alerta à população, sublinhando a importância crucial de preparar um kit de emergência que garanta autonomia familiar por um período mínimo de três dias.
A chegada da depressão Leonardo ocorre pouco depois da passagem da tempestade Kristin, colocando vários distritos sob avisos amarelo e laranja, enquanto o grupo Ocidental dos Açores enfrenta um aviso vermelho. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), os efeitos começam a sentir-se hoje no Baixo Alentejo e Algarve, estendendo-se ao resto do país na quarta-feira. O período mais crítico é esperado na noite de quarta para quinta-feira, informa um comunicado emitido pela GNR.
Para mitigar os riscos de isolamento ou falhas em serviços básicos, a GNR recomenda que cada família organize um kit que inclua:
Alimentação e Hidratação: Água potável e alimentos não perecíveis para três dias.
Energia e Comunicação: Lanterna, rádio a pilhas e power bank.
Segurança e Saúde: Kit de primeiros socorros, medicamentos de uso regular, apito e canivete.
Documentação e Valores: Dinheiro em numerário e cópias de documentos importantes guardadas em bolsas impermeáveis.
As autoridades reforçam que a prevenção vai além dos mantimentos. É desaconselhada a aproximação de árvores, estruturas instáveis ou cabos elétricos. No interior das habitações, a GNR alerta para o uso seguro de sistemas de aquecimento: as chaminés devem estar limpas, a ventilação garantida e as brasas totalmente extintas antes de dormir, sugere o comunicado.
Um aviso particular é deixado para o uso de geradores, que devem ser mantidos exclusivamente no exterior para evitar a acumulação de gases tóxicos fatais, previne.
A depressão Leonardo trará rajadas de vento que podem atingir os 75 km/h no litoral a sul do Cabo Mondego, podendo chegar aos 95 km/h nas zonas altas. A precipitação será intensa e persistente, exigindo vigilância redobrada em habitações temporariamente desocupadas e o cumprimento rigoroso das orientações da Proteção Civil.
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