O eurodeputado português defendeu, em Bruxelas, um reforço financeiro estratégico para o setor cultural no próximo orçamento da União Europeia. Hélder Sousa Silva propõe um investimento de 12 mil milhões de euros no programa “AgoraEU” para garantir que as artes e a sociedade civil ocupem um lugar central nas políticas europeias entre 2028 e 2034.
Num debate promovido pela Associação Europeia de Festivais (EFA), que contou com a presença do Comissário Europeu para a Cultura, Glenn Micallef, o eurodeputado Hélder Sousa Silva (PSD) afirmou que o setor cultural é um pilar essencial para a coesão do projeto europeu. Para o parlamentar, a cultura não pode ser vista como um recurso secundário, mas sim como um elemento que “moldará o futuro da Europa tanto quanto qualquer reforma institucional“.
Hélder Sousa Silva tem sido uma voz ativa na defesa do programa AgoraEU, uma proposta da Comissão Europeia que visa unificar os setores da cultura, meios de comunicação social e sociedade civil. O eurodeputado defende que este programa conte com uma dotação de 12 mil milhões de euros no próximo Quadro Financeiro Plurianual (2028-2034).
Segundo o deputado, este montante é fundamental para criar condições de diálogo contínuo entre artistas, cidadãos e decisores políticos, especialmente num momento em que a orientação democrática e o sentido de comunidade na Europa enfrentam novos desafios.
Enquanto relator-sombra para o programa Horizonte Europa na Comissão CULT, Silva sublinhou que a inovação deve ser interpretada de forma abrangente. “A inovação não é apenas tecnológica, é também social e cultural“, afirmou, destacando que as indústrias criativas estão na vanguarda da utilização de ferramentas digitais e novas tecnologias.
O eurodeputado alertou ainda para a necessidade de manter a cultura “visível e elegível” em todas as áreas da governação da UE, incluindo a Política de Coesão. Exemplificou que projetos culturais têm a capacidade comprovada de revitalizar bairros, apoiar zonas rurais e fortalecer iniciativas locais, apelando a que os Estados-Membros não coloquem as artes de lado ao definirem as suas prioridades nacionais.
“Se queremos que as artes ajudem a moldar o futuro da Europa, devemos tratá-las como um investimento a longo prazo, e não como algo a que recorremos apenas quando tudo o resto falha“, concluiu.
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