“Reinventar o Ensino” foi um dos temas em evidência na Conferência que o Instituto “+ Liberdade” realizou este sábado, em Lisboa, painel para o qual convidou Pedro Santa Clara e Cláudia Sarrico.
Escarrapachado estava esta interrogação para provocar a assistência: Universidade Kodak ou Netflix? – numa satirização do tema, o que possibilitou expor falhas, vícios e não só.
O Mundo está a mudar e muito. Não podemos deixar de o acompanhar e de nos adaptarmos, como ficou vincado. A chamada geração Z está a criar reacções nas Universidades, as quais – precisou P. Santa Clara – “têm de se adaptar para não ficarem para trás.
Esse reconhecido Professor Catedrático de Finanças, na Nova School of Business and Economics (Nova SBE), conhecido pela sua transição de académico de topo (ex-UCLA) para empreendedor social e educacional em Portugal, fundou projetos inovadores como a 42Lisboa/Porto e o TUMO Portugal, apresentando novas metodologias de ensino.
Muito crítico do actual sistema de ensino, profetizou que a Universidade, como a conhecemos, está a desaparecer e foi mais longe: “a generalidade dos cursos que nelas são leccionados estão obsoletos”. Sem papas na língua, lançou uma coroa de espinhos ao modelo universitário, ao precisar que essas Escolas têm um problema “horrível” de governança que – apontou – “tudo é eleito, mas ninguém manda em ninguém”. Noutro passo da sua intervenção, colocou mais um dedo numa outra ferida: “As Universidades funcionam num circuito fechado e nem apresentam contas a quem as financia”. E concluiu: “a caciquização das Universidades é uma realidade (…)”, funcionando, cada uma, num circuito fechado.
Cláudia Sarrisco, Secretária de Estado do Ensino Superior, defendeu que se devem “remover barreiras à inovação no ensino, devendo esse ser um objectivo do poder político”.
Gostaria de trazer a este texto a ideia da parábola mas em forma de, em analogia, com percepção didáctica, se buscar um fundo para o sub-tema do painel – Universidade Kodak ou Netflix? – em que esses dois participaram. Como se sabe, a Kodak, a maior empresa de fotografia do séc. XX não percebeu a modernização, a do digital, tendo ficado para trás, legando o seu espaço à Netflix. O nosso ensino será que se pode posicionar no tempo da Kodak, permitindo-se não alinhar pelo da Netflix? A pergunta ficou, como fica aqui também, para cada leitor avaliar e analisar.
Texto: António Barreiros – Jornalista
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