Passos Coelho, que defendeu a qualidade das instituições públicas para se lançar o espírito liberal e solidário do Estado – disse – que não se pode perder o sentido de Direito do mesmo Estado.
Esse ex-líder social-democrata falava numa Conferência do Instituto “+ Liberdade”, na qual foi cabeça de cartaz, onde explanou o tema “Reformar para Crescer”, à qual o “Famalicão Canal” assistiu.
Apresentou números, gráficos e dados comparativos do nosso percurso, nos últimos 80 anos, para suportar a sua apresentação na necessidade de existirem políticas e planos económicos para um ciclo sustentável.
Dizer que Passos Coelho não excluiu um retorno à política activa, mas admitiu pouco provável.
Anoto uma dinâmica da sua intervenção em que se referiu ao acesso que o País tem tido ao capital que – disse – “a mais”. Mas deixou claro que temos deitado “dinheiro à rua”. Ora, comentou: “temos que corrigir muita coisa para se governar melhor”.
Passos Coelho, depois de afirmar que o Estado é, hoje, um factor fortíssimo de entrave ao crescimento, incorporou a ideia da necessidade em se redesenhar a nossa sociedade para a mudar e tornar mais competitiva.
Severa crítica produziu em relação à Segurança Social, avaliando que os sucessivos Governos não falam a linguagem da verdade, o que vai deixar descalças muitas pessoas porque – manifestou – “os cidadãos não vão conseguir viver com o que já se anuncia que aí vem” (cortes nas reformas e não só…).
Outra alfinetada deixou ao SNS revelando que o Estado só sabe gastar para tentar melhorar o sector, mas que se tem verificado o inverso.
Curiosidade que se projectou na plateia com um murmúrio quase geral foi quando Passos Coelho revelou que se crescermos 1,4 a 1,5% ao ano, chegaríamos, num espaço de uns 12 anos, à média europeia.
Um outro ponto que se retira da extensa palestra de quem foi Primeiro-Ministro no tempo da tróika perfila-se no monte de regras, normas e leis a circular em Portugal que – opinou – baralham as pessoas e são barreira à simplificação da liberdade de iniciativa.
Concluiria extraindo o essencial da presença de Passos Coelho: Portugal está a necessitar de uma mudança em diversos sectores para não se atrasar, ficar mais dependente e se tornar mais pobre.
Texto: António Barreiros – Jornalista
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