Para mim não existem diferenças entre o radicalismo dos partidos da direita mais radical e o da esquerda revolucionária.
O fascismo, o de Mussolini, teve expansão para o nazismo. Mas o marxismo, que se fez crítico do capitalismo feroz, é um outro fascismo. Ambos se assentam em bases idênticas, apesar de as suas ideologias serem literalmente opostas.
A identidade de um fascismo, o de direita; e de outro, o de esquerda, reside no seu estrado simétrico, tomando-a no seu sentido figurado, próximo…
Existe, de um lado e de outro, o culto ao líder, o todo-poderoso.
Existe a utilização da força para reprimir todos os que se opõe.
Existe a censura para controlar as ideias e as deixar de molho ou sem circularem.
Existe a perseguição a todos quantos neguem a ideologia e não se proponham estar ao lado dela, comprometendo-se.
Existe a repressão policial, nas ruas ou devassando as casas ou associações culturais e outras fora do baralho do Estado, para silenciar os dissidentes.
Existem gulags e campos de concentração para fechar quem atente contra o fio condutor do Estado ou reeducar essa gente que pretende saltar a cerca.
Durante os últimos 45 anos, o PCP e, mais tarde, o BE e outros, lançaram verdadeiros anátemas sobre o Estado Novo para se tentar impôr, com a intenção de construírem, entre nós, uma ditadura de esquerda radical. Destruíram o tecido produtivo, descarregaram a “bíblia” de Marx e de Engels, andaram a catequisar a malta nova nas escolas, abriram brechas na sociedade portuguesa, encomendaram o marxismo para o terreno, mancharam paredes com os seus slogans, massacraram e envenenaram a nossa matriz cristã, esquartejaram a nossa identidade cultural e vomitaram raios e coriscos sobre quem se apresentava defensor de regras.
O radicalismo de esquerda politizou, em demasia, a nossa sociedade. Hoje, continuamos a estar como que dependentes da bolha especulativa desse verdadeiro fascismo marxista que, em Lisboa, assentou arraiais por tudo quanto são serviços, departamentos, sindicatos e outras poluições políticas…que amarfanham e manipulam a vida portuguesa. Mas o tempo vai encarregar-se, estou certo, de moer e de reduzir a cinzas esses fascismos ou outros que se apresentem poluídos e envenenados, para mal do nosso País. Não sei é se as mentalidades vão mudar a tempo e horas de corrigirmos o caminho, para termos futuro.
Texto de: António Barreiros – Jornalista
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