Independentemente da crise instalada, com os EUA e Israel, em guerra com o Irão, depois de anos de tentativa de desarmar o último País da sua “perseguição” ao nuclear, confesso que a Nação dos aiatolás não é do meu agrado e me dá vómitos.
O Irão, depois da Pérsia, tornou-se num Estado ideológico-religioso-fanático, Num Estado maligno, perigoso e indecente.
A mistura da política (ideologia) com a religião, especialmente quando esta tem contornos de fanatismo, revela que a coisa azeda, a coisa desanda, a coisa carrega dissabores, a coisa coarcta as liberdades, a coisa passa do humano para a crença…
O regime dos aiatolás – convêm dizer que a palavra significa “sinal de Deus” (apesar de não ter nada a ver com a filosofia desse mesmo Deus, já que a sua base é de humanismo, logo fora dos cânones de morte, de perseguição e de imposição do que quer que seja) – tem fundo xiita, uma vertente do Islão, a que tem líderes espirituais, os Imanes, considerados infalíveis, como se fossem um Deus…
Ora, o regime dos aiatolás é teocrático, portanto, um sistema de governo em que o poder político é exercido por líderes religiosos ou baseado em leis religiosas, unificando igreja e Estado. Numa emanação sem precedentes e primitiva esse poder é considerado de origem divina, não podendo ser questionado. Isso quer dizer que não existe separação entre o Estado e a Igreja, sendo um só…
Os aiatolás comandam sob a sharia que é o sistema jurídico e o código de conduta moral do Islão que nos remete para o tempo do profeta Maomé. E os mesmos aiatolás, que nunca reformularam a religião que professam, adaptando-a aos nossos tempos, em que tudo é diferente do que no ano 570 a 632 d.C., período em que esse viveu, continuam agarrados a actos e a mandos que são primitivos.
Gostaria de deixar vincado que esses pseudo-religiosos, os que mandam as mulheres tapar o rosto, entre 2011 e 2024, mandaram matar 240 cidadãs iranianas, numa afronta às liberdades e às mais elementares leis da justiça que devem assentar nas sociedades do séc. XXI. Uma outra nota: não nos podemos esquecer que se trata de um regime perigoso, porquanto, arma grupos de terroristas, como o Hamas e o Hezbollah, que espalham medos, terrores e mortes por todo o lado, além de não cuidar do seu povo que vive numa verdadeira choça, flagelada pela opressão e pela maior das ofensas a quem pensa diferente… Curioso; são só velhadas, os aiatolás.
Texto: António Barreiros – Jornalista
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