A freguesia de Oliveira São Mateus transformou-se, esta quinta-feira, 19 de março, no epicentro das celebrações em honra de São José. Coincidindo com o Dia do Pai, a tradicional Feira Anual de São José encheu o Parque de Santa Ana, enquanto a Eucaristia solene reuniu dezenas de fiéis para homenagear o santo padroeiro e a figura paterna.
A cerimónia contou com a presença da Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Famalicão, Susana Pereira, e do Presidente da Junta de Freguesia, Carlos Valente. Ambos sublinharam a importância histórica do evento, que conta com mais de um século de existência, inserido num local onde a capela de São José já ultrapassa os 500 anos de história.
Para Carlos Valente, o sucesso da festa reside na proximidade e na devoção da comunidade. “Não precisamos de grandes nomes; estas festas atraem as pessoas pela fé e pelo convívio“, afirmou o autarca, destacando que muitos residentes optam por não trabalhar neste dia para desfrutar da companhia dos filhos nos divertimentos e na feira.
No entanto, o futuro das tradições locais preocupa as autoridades. Tanto o Presidente da Junta como o Pároco da freguesia, Vítor Rodrigo, lançaram um apelo aos mais jovens para que se juntem à Confraria de São José, fundada em 1599. “As confrarias precisam de ser renovadas. Desafiamos os mais novos a serem irmãos para que, no futuro, esta missão de cuidar do espaço e servir a comunidade tenha continuidade“, sublinhou o Pároco.
Um dos grandes pilares da festa continua a ser a gastronomia, com a cabidela de cabrito a dominar as mesas dos restaurantes locais. “É uma tradição que se mantém e as pessoas fazem questão de vir cá para saborear este prato“, reforçou Carlos Valente.
Contudo, nem tudo permanece igual. Francisca Oliveira, moradora de 93 anos, recorda com nostalgia o antigo concurso de gado que outrora animava o Parque do Quinteiro. “Vinham de todo o lado, até de Guimarães. Os bois que apareciam eram um espetáculo“, recorda. Sobre a recuperação desta tradição perdida, a vereadora Susana Pereira mostrou-se recetiva: “Se for uma vontade da população reavivar essa tradição, a Câmara estará cá para apoiar“.
Apesar das mudanças logísticas e do crescimento urbano que limitou o espaço da feira, o espírito festivo mantém-se vivo. Para quem não pôde estar presente no dia 19, o programa religioso e cultural estende-se pelo fim-de-semana:
Sábado: Procissão das Velas às 20h30.
Domingo: Eucaristia Solene às 11h00, seguida da Procissão em Honra de São José a partir das 17h00.
As festividades, que unem a devoção religiosa ao lazer familiar, prometem continuar a ser um marco identitário no território de Vila Nova de Famalicão até ao próximo domingo, dia 22.
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