O vereador do Chega, Pedro Alves, manifestou ontem, dia 25, a sua posição de “abstenção exigente”, à proposta de Orçamento Municipal para 2026, que atinge o valor recorde de 256 milhões de euros. Apesar de respeitar a maioria da coligação PSD/CDS-PP, o partido justifica a sua posição com a profunda desconfiança face à execução de promessas anteriores e exige uma gestão mais rigorosa em áreas críticas como a habitação, segurança e transição digital para responder à nova realidade sociológica do concelho.
A decisão do Chega surge num momento de viragem para o concelho, com Pedro Alves a classificar o documento de “ousado“, mas simultaneamente “distante do ideal” para as necessidades de 2026. O vereador enfatizou que a abstenção não é um “cheque em branco“, mas sim um reflexo de uma desconfiança fundamentada na gestão de recursos humanos e na política de subsídios do atual executivo, refere uma nota enviada à nossa redação.
Para o partido, áreas vitais como o Ambiente, as Estradas Municipais e a Habitação têm sido negligenciadas, com várias obras prometidas a permanecerem por concretizar. A Transição Digital foi também alvo de duras críticas, sendo descrita como um processo que “avança a passo de caracol“, aquém das exigências de modernização administrativa.
O partido defende que o Orçamento Municipal, enquanto principal motor económico da autarquia, deve ser utilizado para remover os “estrangulamentos históricos” que condicionam o crescimento local. Entre as prioridades apontadas pelo Chega para este ano de 2026, destacam-se:
Atração de investimento: Medidas que tornem o município mais apelativo para o tecido empresarial.
Potencial Turístico: Dinamização do setor através do desporto, gastronomia e uma agenda cultural robusta.
Acompanhamento Demográfico: Resposta imediata às alterações sociológicas que o concelho tem sofrido, garantindo que os serviços sociais acompanham o crescimento da população.
Apesar das críticas, o Chega sublinha que várias das suas propostas apresentadas ao longo do mandato já se encontram integradas nas Grandes Opções do Plano (GOP). O vereador Pedro Alves garante que o partido manterá uma postura de vigilância apertada, exigindo “eficiência, rigor e transparência” na aplicação dos 256 milhões de euros previstos, de forma a assegurar que o progresso do concelho seja verdadeiramente sustentável e sentido pelos cidadãos, conclui.
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