A Fundação Castro Alves, na freguesia de Bairro, Famalicão, foi o palco escolhido para a conferência “Organizar para Crescer”, realizada no sábado, dia 7. O evento reuniu especialistas, autarcas e empreendedores para discutir a importância da estruturação de processos nas PMEs e o papel fundamental do apoio municipal no desenvolvimento económico local.
Num mercado marcado pela rápida evolução tecnológica e pela circulação acelerada de informação, a conferência sublinhou que a sobrevivência e o crescimento das empresas dependem de métodos sólidos. Gustavo Lemos, em representação da CSIF, daquela área geográfica do concelho famalicense, destacou que aquele tipo de iniciativas é vital para instruir empresários — desde quem está a começar até aos negócios já estabelecidos — sobre como crescer de forma “sustentada e fundamentada“.
Para Lemos, a atualização tecnológica é indissociável da organização interna: “É necessário que estejam devidamente informados e atualizados para que funcione todo este processo organizativo ao nível das empresas“, afirmou.
Um dos momentos altos da manhã foi a intervenção de Daniel Machado, que apresentou uma premissa clara para o sucesso: a necessidade de “libertar o dono” das tarefas operacionais do dia-a-dia. Segundo o palestrante, a dor comum das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) é o facto de os gestores estarem “presos” ao quotidiano, o que impede a visão estratégica.
“O dono tem que gerir o negócio. O que lhe falta são processos estruturados para poder estar na parte da gestão“, explicou Machado. A solução proposta passa pela criação de indicadores e pela delegação de responsabilidades: “Não tenho que estar lá no dia-a-dia a ver o que a pessoa está a fazer. Há outras formas de o fazer (…) através de indicadores, para tomar decisões de melhorias“.
A representação municipal esteve a cargo da Vereadora Susana Pereira, que enalteceu a estratégia de descentralização de conhecimento pelas freguesias. “É uma mais-valia estarmos próximos das pessoas e levarmos um sábado de manhã às várias partes do concelho conhecimento e partilha de experiências“, referiu a autarca, reforçando que, apesar do avanço tecnológico, nada substitui a interação pessoal.
Sofia Costa, em representação do gabinete Famalicão Made In, abordou a mentalidade empreendedora e o impacto na comunidade. Com uma plateia atenta e participativa, aqeula representante do Made In notou que o gabinete continua a ser a “porta aberta” para quem quer transformar sonhos em projetos reais. Susana Pereira corroborou esta visão, afirmando que o Made In é um trabalho “com provas dadas” que tem ajudado inúmeros empresários a usufruir de ferramentas fundamentais para o sucesso.
O evento terminou com um balanço positivo de adesão, demonstrando a curiosidade e a necessidade dos empresários locais em encontrar novas formas de escalar os seus negócios num mundo em constante mudança.
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