Grupos de adeptos de outros clubes estrangeiros, com afinidades de “amizade” a outros que se espalham pela Europa, têm sido registados a deslocar-se para Portugal – revela a “Bola Branca”, o mais antigo programa desportivo de uma estação de Rádio, a RR – quando se realizam jogos de competições europeias.
Esses grupos, de gente nova, sem ligações a álcool ou estupefacientes, antes malta disciplinada e que se entrega às artes marciais e boxe para terem estaleca para confrontos físicos, estão a preocupar as Autoridades não só portuguesas mas, também, de outros Países.
Eles pretendem criar desordens no espaço público com adeptos e com as forças da ordem para criar situações de graves consequências. Esses grupos chegam a viajar mais de 1.500 kms para estarem em Espanha, Portugal e noutros Países da EU.
Por cá, também como informa a RR, as nossas polícias já identificaram, depois de investigações, algumas claques estrangeiras com as dos nossos maiores clubes.
Por exemplo os “No Name Boys”, do Benfica, têm relações com a “Torcida Split”, afecta ao Hajduk Split, da Croácia. Por banda do Sporting a que se cola aos “lagartos” é a do Viola Club Settebello, da Florentina-Itália. Esta, dá conta quem sabe, a destronar a dos Go Ahead Eagles, dos Países Baixos. Do lado do FC Porto, dos Super Dragões, as ligações são ao Bétis de Sevilha-Espanha e à Lazio de Roma. Mas o Sporting de Braga tem, também, os seus tifósi estrangeiros, os Rayo Valleno/Espanha e, ainda, os da Feyennord/Países Baixos.
O futebol que já não é o que era, porque se tornou numa gigantesca indústria, onde o desporto deixou de ser o essencial, está convertido numa máfia de grupos que o mancham. Os grupos de que vos falo carregam para o exterior e interior dos recintos desportivos pancadaria que verte em feridos, vandalismo de viaturas e de áreas urbanas. Mas o futebol está contaminado por lavagem de dinheiros, gangs de droga e de outra criminalidade que se apoderou de todos os intervenientes nesse verdadeiro circo com espectáculos caros, os jogos, em que se movimentam favores, amizades, corrupção, podridão, jogos online e toda a procissão de gente ligada à criminalidade organizada. Por cá, os nossos tribunais, como já aconteceu noutros Países da EU, não conseguem engavetar os que atemorizam cidadãos, espalham horrores e medos, além de se dedicarem a traficar bilhetes e estupefacientes, a fim de se limpar a “casa” e se dignificar o desporto futebol.
Texto de: António Barreiros
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