O eurodeputado português Hélder Sousa Silva defendeu, no plenário do Parlamento Europeu, a criação do Diploma Europeu de Ensino Profissional e a implementação de uma estratégia comunitária que valorize estes percursos formativos. O coordenador do Partido Popular Europeu (PPE) na Comissão da Cultura e da Educação sustentou que “um verdadeiro mercado único não pode ter fronteiras para as competências”, apelando ao fim das barreiras administrativas que travam a livre circulação de trabalhadores qualificados entre os Estados-Membros.
A tomada de posição surge num contexto em que 80% das pequenas e médias empresas da União Europeia enfrentam sérias dificuldades na contratação de mão de obra qualificada. Os desafios são impulsionados pelas transições verde e digital, pela autonomia estratégica e pelas mudanças demográficas. Citando dados do Centro Europeu para o Desenvolvimento da Formação Profissional (Cedefop), que prevê que 60% das vagas de emprego até 2035 exigirão qualificações de nível intermédio, o eurodeputado do PSD reforçou a urgência do reconhecimento automático de qualificações e do investimento contínuo na qualidade e mobilidade do ensino profissional na Europa.
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